Silent Hill: Shattered Memories (PS2)


Gênero: terror, suspense, survivor

Ano de lançamento: 2010

Desenvolvedor: Climax Studios

Destruibuidor: Konami

Descrição: Silent Hill: Shattered Memories é uma recriação do primeiro game da franquia homônima, que estreou no saudoso PlayStation. A história é praticamente a mesma, mas vista sob uma perspectiva distinta.
O jogador assume novamente o papel de Harry Mason, um cidadão que chega à Silent Hill para procurar por Cheryl, sua filha adotiva. Alguns elementos familiares da versão original estarão presentes, mas com um visual distorcido. Além disso, os personagens agora terão papeis diferentes e os eventos não ocorrem da mesma maneira.

- É incrivel como eles conseguem dizer que vão apenas "atualizar" o 1º game da franquia para os consoles mais modernos mas no final recriam a série de outra forma totalmente diferente...

Logo nos primeiros minutos jogados, você ja nota que está numa sala junto com um psiquiatra e que este de alguma forma irá influenciar o decorrer do game junto com os questionarios e soluções de problemas que lhe são passado, podendo assim alterar o que as pessoas vestem, suas características físicas, forma de te tratar e até mesmo o final do jogo. Nisso você ja pensa, "onde diabos tinha isso no outro SH". Ficou extremamente bom esse novo personagem incrementado na estória mas até que certo ponto também sofreriam outras mudanças tão bruscas?!?

No início, depois que Harry bate com o carro e vai procurar sua filha em Silent Hill acaba por completo a estória, daí em diante ja não tem quase semelhança nenhuma com 1º game e da início a outro estilo para a série totalmente remodelado e não sendo nada parecido com o original (não vou aprofundar na estória porque senão perde a graça mas resumo em apenas uma palavra: magnífica).

Na hora que se é confrontado com os inimigos você deve imaginar: é só pegar um taco ou uma pistola e sair matando geral. Ha-ha!!!, não tem nada disso aqui, sua única forma tanto ofensiva como defensiva é sair correndo em disparada até onde se é designado como ponto seguro podendo no máximo jogar coisas no chão para retardar eles (por exemplo armários), se esconder em algum lugar mas que acaba sendo inútil porque sempre vem muitos deles e sua fuga vai ser vista a qualquer instante ou apenas deixa-los norteados com a luz de um sinalizador fazendo assim eles não chegarem próximo de você.
Mas de qualquer jeito no fim sempre terá um bando de criaturas te persseguindo para onde você for e sua única alternativa de sobrevivência é correr ainda mais.

A questão mapa agora. Quando você ta correndo não tem praticamente nenhum jeito de saber pra onde esta indo, porque o mapa se limita apenas de mostrar a visão de cima da construção como um todo, ou seja, você não verá salas, corredores, enfim, qualquer detalhe sobre o local, somente a estrutura inteira dele. Sendo assim lhe resta apenas a sorte e agilidade com o controle.

Outro ponto negativo é os caminhos que sempre lhe são obrigados a seguir quando está em SH normal, sempre sendo uma única rota ao seu objetivo não tendo como desviar disso ou daquilo, isso só modifica quando se esta sendo perseguido pelos monstros e como consequência surgem mais 2 ou 3 caminhos para tomar como fuga e que pode também ter sérios problemas pelo motivo acima.

Pra quem curtia os consagrados Cabeça de Pirâmide, Enfermeiras, Cães Mutantes, entre outros, sem dúvida irá se depecpionar, pois não se tem nenhum monstro de qualquer franquia anterior neste, conta com apenas 2 novos modelos de criaturas como se fossem humanos, desanimadores pois suas caracteristicas são ficar cambaleando pelo mapa enquanto não te vê ou quando te vê tem por missão sair correndo atrás de você e tentar de jogar no chão, sendo que eles não fazem isso pra te cortar em pedaços depois ou algo sanguinario do tipo, eles ficam apenas te apreciando quando tu ta caido lá, passando a mão pela sua cabeça por exemplo (sim, é tosco mesmo!).

Mesmo ofuscado por esses problemas ele também tem seus pontos possitivos, primeiro deles é manter seus enigmas de sempre encontrado em qualquer jogo da franquia para pode passar de determinada parte, tendo assim que decifrar algum quebra-cabeças ou achar algo (porém nada muito desafiador).
Seu ótimo controle para movimentação da personagem, ficando bem mais real e intuitivo, favorecendo bastante sua relação com o ambiente e objetos (dizem que versão de Wii ficou mais excepcional ainda).
Trilha sonora não teria nada além do tradicional com sua suas músicas instrumentais, que dependendo do cenário e nível de terror elas podem se tornar cada vez mais "pesadas" tentando desenvolver ainda mais o medo no jogador.
A excelente dublagem que foi feita, as falas se encaixam muito bem com a movimentação das personagens e nunca se esquecendo de manter o clima do ambiente para influenciar nos tons da fala.

Com a chegada da tecnologia, os games se tornam obrigados a terem que seguir a tendência, com isso você tem como principal acessório um telefone celular touch screen, que conta com uma câmera embutida e servindo para tirar fotos e até achar mistérios escondidos (parece até Fatal Frame), lista de telefone de todas as pessoas com quais teve contanto no game podendo ligar para elas a qualquer instante, GPS (mapa), mensagens de texto que lhe são enviadas, estatísticas, entre outros. Tudo sempre ligado para te auxiliar de acordo com os acontecimentos que tem dentro do game. Mas limitada em algumas opções, exemplo claro é as mensagens de texto, não tem como tu responder nenhuma.

Graficamente também esta bom e superior para a média do PS2, o maior problema foi a falta de nitidez para enxergar as mensagens de texto no celular, ler capas de livros e visualizar posters/cartazes nas paredes pois elas não ficam com a mesma qualidade gráfica do resto do ambiente, deixando elas meio embaçadas. No celular era bem modesta a solução do problema, adicionando a  função de ampliar a imagem do visor do celular e com isso seria bem fácil ler o texto, algo ridículo mas que acabou sendo deixado de lado e que prejudica bastante no game (principalmente quando quer acompanhar a estória). Ficou bom também o efeito que a luz da lanterna causa no ambiente, iluminando de acordo com a profundidade do local ou se tem algo na frente da luz atrapalhando mas tudo ficando igual a realidade. A intenção de passar um terror psicologico através deste item da lanterna conseguiu ser muito bem captado pela equipe de desenvolvimento.

Silent Hill Shattered Memories não chega a ser um game longo, fechei em aproximadamente 10h mas isso também visualizando todos os cenários até os minimos detalhes, tentando recolher itens escondidos e ligando para todos os telefones que eram exibidos no decorrer dele. Para quem está querendo dá uma curtida rápida não terá problemas em fechar o game em torno de 6h. Mas lembrando que se você jogar depois o game de novo, terá uma grande possibilidade dele não ser igual aos fatos do gameplay anterior, devido ao que foi dito no início do post, além do que você da ênfase de visualizar quando está em SH, gerando assim muito mais horas de game.

Como resultado... se você é um fã de carteirinha da série existe grandes chances de não gostar deste jogo. Já para os outros jogadores mais casuais devem gostar do novo estilo survivor.

  • Prós: gráfico, dublagem, estória e cenários.
  • Contras: IA fraca, poucos modelos de inimigos e limitação do inventário. 
  • Avaliação:


    Detonado - Missões de Escolha - Grand Theft Auto IV (GTA IV) - Xbox 360 / PS3 / PC


    Pra quem joga GTA 4 sabe muito bem que em alguns momentos nos deparamos em termos que fazer alguma escolha entre matar/ajudar a pessoa Y ou X. Na dica abaixo vem com uma descrição do que acontece e qual recompensa tu ganha quando segue cada caminho. (Contém spoiler também).

    Missão: Ivan the Not So Terrible

    Opções: Ivan vive ou morre?

    Ivan Vive: A Missão termina e após a missão "Actions speak louder than world", um personagem aleatório (Random Character) aparece para que Niko realize missões.

    Ivan Morre: A Missão termina.

    Rule of Rose (PS2)


    Gênero: Survivor Horror

    Ano: 2006

    Desenvolvedora: Punchline

    O enredo se passa na inglaterra dos anos 30, Jennifer, uma garota órfã, esta sentada na janela de um ônibus entretida em seus próprios pensamentos enquanto um garoto alguns bancos a frente lê em voz alta o que parece ser um livro infantil, de repente esse surge ao lado dela e lhe pede para continuar a leitura, Jennifer vê que o livro esta em branco e quando tenta pedir uma explicação o ônibus subitamente pára e o garoto desce correndo, afim de devolver o livro ela vai atrás dele mas o garoto some na escuridão.Quando ela tenta voltar o ônibus parte, sozinha em um lugar estranho, ela não tem escolha a não ser seguir os passos do misterioso garoto.


    - Gostaria de começar explicando algumas coisas. Joguei Rule of Rose já a algum tempo e foi só recentemente que decidi fazer uma analise dele (agradeçam ao top 15 dos melhores e piores filmes de terror por isso XP), então para lembrar e ajudar um pouco fiz a boa e velha pesquisa pré postagem. Dentre as coisas que me chamaram atenção nessa pesquisa, a principal foi que a dificuldade de analisa-lo não era só minha, desde o seu lançamento ele tem sido uma espécie de " Ame-o ou Deixe-o", dividido opiniões entre os jogadores. Alguns acham que é um dos melhores jogos de survival horror já visto e não cansam de jogar e discutir inúmeras vezes enquanto outros simplesmente abandonaram nas primeiras horas de jogo (Ambos tem certa razão para reagir desse modo). Sendo assim, a maneira que escolhi para começar foi contar um pouco mais de como descobri esse jogo e depois partir para a analise. A minha descoberta na verdade segue o modelo de algumas outras coisas que postei, nunca tinha visto, lido ou se quer sabia da existência desse jogo, ele veio por recomendação, como bônus em uma antiga promoção e quando tive ele em mãos depois de um rápido teste ignorei por um tempo por não ser bem o que eu esperava de um jogo do gênero, ate que um dia tomei coragem para jogar. Então sem mais delongas, vamos a analise: Começarei pelas qualidades. Duas delas trabalham em conjunto e trazem uma excelência ao faze-lo que de maneira nenhuma podem ser analisadas separadamente, o gráfico e a trilha sonora. A primeira apesar de alguns glitchs é responsável por uma das melhores uniões de aspectos sombrios dos ambientes e detalhes dos objetos vista em jogos do gênero, a segunda é composta apenas por musicas instrumentais clássicas que postas no momento certo aumentam e muito a atmosfera de suspense. Outro destaque vai para câmera que apesar de não trazer nenhuma inovação, segue o estilo dos principais jogos do gênero mantendo a qualidade.  Mas o melhor é sem duvida a historia, que segue a linha do terror psicológico de Silent Hill (e chega a rivalizar com ele nesse quesito). Ela prende o jogador ate o fim e tem uma das melhores tramas que já vi, mas em compensação exige bastante atenção, devido a sua complexidade e a cada pequeno detalhe ser crucial para o entendimento (seja ele um pedaço de papel achado no chão ou uma cutscene inteira) e mesmo assim ja que a historia segue o estilo "tire suas próprias conclusões" você vai terminar sem entender alguns pontos (experiência própria).


    Se o post acabasse aqui esse seria um dos melhores jogos do gênero, mas infelizmente não é o caso, ainda falta falar dos problemas, então vamos a eles: A  jogabilidade é o principal. Começando pela própria Jennifer e sua limitações, não estou falando da  maior parte do jogo quando as suas únicas tarefas são explorar o mapa, coletar itens e resolver enigmas, nessa parte ela se sai muito bem (claro que com a ajuda de Brow). Estou me referindo ao combate como um todo, vejam bem  não esperava que ela fosse nenhuma Jill Valentine ou Heather Mason (duas de minhas  favoritas). Mas também não esperava estar diante da mais frágil protagonista de todos os tempos,  ela não tem nenhuma habilidade para combate (quando digo nenhuma é nenhuma mesmo), te obrigando a fugir dos inimigos quando é possível e dar um jeito de enfrenta-los quando é necessário, a coisa só melhora quando se pega novas armas, mesmo que o jogo só possua armas brancas e te obrigue a lutar a curta distancia: (a única arma de fogo que você pega além de ter só uma bala esta atrelada a historia) Elas se dividem entre  armas de curto alcance (picador de gelo,faca e etc) e alcance mediano (machado e espada) sendo essas ultimas as melhores. Em conclusão se você for daqueles que curte um enredo bem desenvolvido a ponto de ignorar a jogabilidade falha, esse eu recomendo.
    • Prós: Historia, gráfico e trilha sonora acima da media.
    • Contras: Se a historia não te fascinar a jogabilidade  te fará parar de jogar em pouco tempo.

    Séries de Cómedia que fizeram/fazem diferença

    Aqui vai uma lista de séries de comédia que na minha opinião marcaram e ainda marcam épocas, gerações e que continuam vivas até hoje...

    PS: Não irá ter desenhos no meio


    Família Dinossauro (Dinosaurs)

    Todos devem ser lembrar daquelas velhas e emblemáticas frases que o Baby sempre dizia "Não é a mamãe!" e o Dino com "Querida, cheguei!". Família Dinossauro mesmo sendo uma série com destaque para o público infantil por causa de suas fantasias, ambientes e sátiras, conseguiu agradar também os mais velhos devido a abranger temas sobre a população de classe média, com situações sobre seus trabalhos, estudos e dia a dia mas nunca perdendo o seu senso de humor. Mesmo tendo um encerramento da série com um final bem trágico (lógico que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde) não nos faz esquecer quanta diversão nos foi proporcionado com eles.

    PS: A voz de Dino na versão dublada é bem semelhante da versão em inglês (original), excelente trabalho de quem fez essa seleção.


    Um Maluco no Pedaço (The Fresh Prince of Bel-Air)

    Considero uma das séries mais importantes feitas até hoje, não apenas devido as milhares de cenas de comédia mas também como uma reflexão de como era a época nos EUA, o quanto era difícil para as pessoas negras conseguirem espaço entre os brancos. Sem mencionar que foi através dela que surgiu uma das maiores estrelas atuais, Will Smith. Foi bem merecido os seus inúmeros prêmios que ganhou enquanto foi exibida, e o mais importante, em praticamente toda cena tinha algum humor, mostrando que para se fazer sucesso não era preciso apelar para palavrões ou pornografia.

    PS: Mais outra grande tradução do título para Pt-Br ahhuahuauha.


    Canal Brasil reapresenta série sobre Quadrinhos

    Acabei ficando sem internet e era para postar isso antes... É um ótimo programa e que vale a pena assistir para quem gosta do gênero... (Ctrl + C e Ctrl + V do site Zine Brasil)

    A partir de quarta-feira (8), o Canal Brasil começa a reapresentar a série “Quadrinhos”, que aborda todo o universo da chamada arte sequencial. O diretor Eduardo Calvet explicou que seus cinco documentários, exibidos pela primeira vez em 2008, mostram o início das HQs brasileiras, ainda no século XIX com o ilustrador Ângelo Agostini, até a atualidade, quando há brasileiros desenhando em revistas famosas nos EUA.


    “Do Tico-tico ao Pasquim, do Calafrio ao Menino Maluquinho, do Suplemento Juvenil à Ebal, diversos momentos da história da nona arte brasileira são contados por desenhistas, jornalistas, roteiristas, editores, pesquisadores e críticos de quadrinhos”, explicou Calvet.

    São entrevistadas personalidades dos quadrinhos como Ziraldo, Mauricio de Sousa, Angeli, Paulo Caruso, Ivan Reis, Lourenço Mutarelli, Ivan Cardoso, Moacy Cirne, Sidney Gusman, Marcelo Campos, entre outros.

    São cinco documentários que passarão todas as quartas-feiras, às 21h. A reprise é no sábado às 11h30.

    Ano novo, Postagens and some other things...

    Feliz Ano novo, vida nova, muito sucesso, + dinheiro no bolso e etc para todos que estiverem lendo esse post (isso claro se todo mundo quiser XP).Passadas as formalidades típicas dessa data vamos em frente. Primeiro gostaria de dizer que: Me senti quase que obrigado a começar dessa maneira o post, e não só por ser de praxe essa pratica todo inicio de ano mas também por minha ultima postagem ser muito antiga e eu nem passei aqui para deixar aquela mensagem clássica de feliz natal e prospero ano novo ou algo semelhante. Mea culpa pessoal ano que vem prometo postar nem que seja uma imagenzinha piegas só para constar ou então fazer como pensei  agora, postar algo uns dias depois e alterar a data XP


    Mas deixamos esses pormenores pro ano que vem certo ? Afinal 2011 começou agora e o próximo feriado é só em março e esse nem precisa de desejos de felicidade afinal ele impõe de certa forma XP


    Mas vamos parar de falar de carnaval porque esse não é o objetivo principal desse post (quem sabe de um futuro). Esse é para explicar/falar/reclamar/opinar sobre as coisas e também para comunicar minha decisão de agora dividir (ou seja postar aqui) mais vezes essas opiniões descentralizadas, que não teria um post próprio sozinhas. E o primeiro assunto que gostaria de abordar são as postagens do Blog como um todo (irônico não ?). Pois bem vamos começar com a freqüência das postagens, geralmente postamos duas vezes ao dia e sempre com assuntos do momento,novidades e....


    Temos Vagas (Vacancy)



    Gênero: suspense, terror

    Ano de lançamento: 2007

    Diretor: Nimród Antal

    Roteiro: Mark L. Smith

    Elenco: Kate Beckinsale (Amy Fox), Luke Wilson (David Fox), Frank Whaley (Mason), Ethan Embry (Mechanic)

    Sinopse: David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale) estão prestes a se separar e vivem brigando. Eles estão em meio a uma viagem, numa estrada deserta e escura, até que são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada. O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem estranho mas aparentemente inofensivo. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram em um esconderijo uma coleção de filmes caseiros, que têm muito sangue e são bem realistas. Até que percebem que estão alojados no mesmo quarto onde os vídeos foram filmados e que são as próximas vítimas do cineasta.

    - Descobri esse filme por acaso na tv, faltando apenas alguns minutos para começar e o que me motivou a vê-lo foi o elenco e como resultado...

    A estória é boa mas nada muito complexo ou difícil de se entender depois do início. Conta com um roteiro cheio de brigas entre o casal e sustos quando começa a "movimentação" do filme porém a estória é meio bizarra (um cara que mata seus hóspedes para filmar e vender as fitas gravadas), por causa disso não digo que é perfeita a ponto de agradar a todos, até mesmo porque se pensar bem não tem muito sentido. Uma coisa interessante é que mostra que para um filme ser bom não precisa ficar usando um bando de mulheres fazendo sexo ou correndo nuas do matador só para atrair o público masculino (e quem sabe também o feminino ahuhauhua), esse foge completamente do quesito pornografia e consegue ser superior a muitos outros do tipo. Tendo um foco não este tipo de público mas sim os que curtem o bom e velho estilo clássico.

    O que se percebe logo depois que o casal vai parar no motel, é que o protagonista David não é ingênuo e burro para cair em qualquer armadilha dos assassinos. Sempre estando atento para qualquer forma deles tentarem matá-los, com isso se é feito um jogo de possibilidade de formas de fuga. Mas em certos pontos chega ser óbvio que o ator vai fazer isso ou aquilo, ou então o cara é o "sabe-tudo" porque sempre vai para os lugares certos e na hora certa. Isso corta um pouco as cenas de suspense pois são bem perceptíveis os próximos movimentos que ele fará ou irão acontecer. Contudo não é nada que chegue esrtragar a trama.

    Com relação ao terror e suspense, se você já está acostumado assistir esses gêneros de filme, não irá notar muita diferença ou algo de inovador. Tendo que o filme motiva mais o medo do que qualquer outra coisa. As cenas de mortes também não são nada estilo Jogos Mortais, com sangue e tripas para todo lado, fazem uso bem modesto e equilibrado das formas como as pessoas morrem, não contendo nenhuma cena muito forte, o que é provável que faça mulheres quererem assistí-lo.

    Acabou sendo um filme acima da média para o gênero e que deve ser lembrado para possíveis escolhas quando for assistir algo.

    • Prós: Tudo acima e mais.
    • Contras: Final tradicional.
    • Onde assistir: tv ou dvd.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Possuídos (Bug)


    Gênero: drama, terror

    Ano de lançamento: 2006

    Diretor: William Friedkin

    Roteiro: Tracy Letts

    Elenco: Ashley Judd (Agnes White), Michael Shannon (Peter Evans), Harry Connick Jr. (Jerry Goss), Lynn Collins (R.C.), Brían F. O'Byrne (Dr. Sweet)

    Sinopse: Peter (Michael Shannon), veterano de guerra paranóico, começa a achar que há insetos debaixo de sua pele. Aos poucos, sua paranóia é transferida para Agnes (Ashley Judd), mulher solitária que ele acaba de conhecer.

    - Já não curto muito a atriz Ashley Judd, mas decidir inovar um pouco vendo algo inédito dela pra mim e dando uma chance para o seu trabalho, mas sinceramente me arrependi e muito depois.

    A estória é apenas o que conta na sinopse, não acrescenta nada de especial que seja relevante, ficando apenas nisso o filme inteiro. Esperava que ao longo do filme fosse acrescentando algo realmente interessante no conto, com relação a paranóia de Peter ou até mesmo uma conspiração do Governo com cobáias de testes experimentais (como é citado em algumas cenas) porém acaba tudo retido apenas nas cenas de loucuras de Peter atrás dos insetos. Fazendo essa busca pelos tais insetos praticamente o filme quase todo e sem o menor sentido.

    As atuações ficaram boas, Ashley Judd consegue representar bem seu papel de uma mulher sozinha e insatisfeita com a vida e Michael Shannon com a sua personagem doido das idéias, dando bastante ênfase para os insetos.

    Cenários, ô coisa boa de falar (estou sendo sarcástico). O super cenário conta apenas com um local, ou melhor, um quarto de Motel em que a protagonista vive. Que por sinal a minha cozinha deve ser maior que aquilo lá. Tudo bem que variedades de cenários não são a chave para um filme ser bom, mas o filme já tem uma séria deficiência na estória e ainda querem poupar também nisso, ai ferrou de vez.
    Nisso usam a loucura do Peter para tentar justificar o porque apenas tudo acontece neste lugar, "ele é um perseguido que não pode ficar exposto em público senão "alguém" vem capturá-lo", até ai da para se entender. Mas e por exemplo na parte em que ele saí para comprar comida, porque não amostra isso?!?, entre muitos outros. Então isso também não foi desculpa para as filmagens serem feitas somente neste quarto.

    Estando relacionado com o cenário, vem a fotográfia. Na parte final do filme, de quem foi a maldita idéia de "embrulhar" um quarto todinho em papel alumínio, é sério, tudo que existe no quarto está sobreposto em papel alumínio. O gênio que fez isso não sabia o quanto conseguiu finalizar o filme com um tom pior do que já tava. Também só assim mesmo pro filme conseguir se encaixar no quesito terror (sendo sarcástico de novo).

    Como conclusão é um filme que tenta economizar elementos e pouco criativo, sendo um dos piores que já vi.

    PS: novamente outra excelente tradução do título original.
    • Prós: Atuação.
    • Contras: Tudo acima e mais.
    • Onde assistir: tv ou dvd.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Os Coletores (Repo Men)



    Gênero: ação, ficção

    Ano de lançamento: 2010

    Diretor: Miguel Sapochnik

    Roteiro: Eric Garcia, Garrett Lerner

    Elenco: Jude Law (Remy), Forest Whitaker (Jake), Alice Braga (Beth), Liev Schreiber (Frank)

    Sinopse: Em um futuro próximo a sociedade utiliza com frequência os serviços da empresa The Union, que fornece sofisticados e caros órgãos mecânicos para seres humanos. Caso o comprador não honre a dívida, a empresa envia em seu encalço os coletores, que têm por função recolher o órgão vendido, seja ele qual for. Remy (Jude Law) é um dos melhores coletores na ativa, até sofrer um ataque cardíaco ao realizar um serviço. Ele é submetido a uma cirurgia, onde lhe é transplantado um dos corações fabricados pela The Union. Só que, em consequência do ocorrido, Remy não pode mais continuar exercendo seu trabalho. Sem ter como pagar a dívida, ele se une ao colega Jake (Forest Whitaker) para escapar da perseguição da empresa onde trabalhou.

    - Um filme que foi bastante criticado pelo público mas descordo...

    Ele apresenta uma estória até que diferente e boa. Da para se sacar logo no início qual é a função dos "coletores" com uma explicação bem banal do Remy (Jude Law), fazendo comparações que se você não pagar por algo, vem alguém e toma ele de você e isso é o que acontece no filme todo, caso atrase o pagamento do equipamento que foi implatado, o coletor tem o direito de retomá-lo para a companhia. Porém a forma como é retirado o mesmo (chega o cara, te apaga, "rouba" o orgão e tu fica largadam la no chão sangrando), acaba que sempre o indivíduo vai ficar a beira da morte (e morrer em seguida consequentemente, pois esta faltando um orgão), existe 2 assuntos que tenho que realçar sobre isso.

    1º seria sobre as cenas de sangue e mais sangue para todo lado na hora de remoção do orgão artificial, se você é uma pessoa que não gosta deste tipo de cena, corra então deste filme, 2º é sobre a questão dos direitos do ser humano, quando que um governo (americano) iria permitir que se fosse tirado um membro seu e você ficasse para morrer nos minutos seguintes, não tem mesmo como engolir esta que o governo, polícia e autoridades em geral não fariam nada contra isso ou muito menos não interfeririam. Na minha opinião deveria ter sido abordado essa questão também para o filme ficar mais democrático e tal, não apenas com cenas de banhos de sangue.

    O elenco conta com atores bem famosos e consagrados como Forest Whitaker (esse arrebenta e muito), Jude Law e a brasileira Alice Braga. Todos fizeram muito bem seus papeis e não vejo do que reclamar.

    Acrescento falando que o final do filme foi o que mais desagradou a maioria das pessoas, novamente por 2 motivos: 1º seria o casal (Remy e Beth) fazerem do final um Street Fighter porque rola porrada para todo lado sendo muito sem noção (mas da para entender na última cena porque isso aconteceu) e 2º é realmente como acaba o filme, muitos não entendem (não vou contar é claro) e outros não gostaram dele porque são muito tradicionalistas, gostando de um final feliz para todos.

    Concluo dizendo: se está à procura de algo nada comum, com um final inesperado e nada monótono. Então assista-o.

    PS: foi adaptado do livro de Eric Garcia (The Repossession Mambo) mas não posso fazer comparações com a obra pois desconheço-a.

    • Prós: Ótima estória e boas cenas de ação.
    • Contras: Abordar outros assuntos com relação estória.
    • Avaliação: boneco avaliação