Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

X Men O Filme



Gênero: Ação / Ficção Científica.

Ano de lançamento: 2000

Direção: Bryan Singer

Roteiro: David Hayter

Elenco: Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Tyler Mane (Dentes de Sabre), Famke Janssen (Jean Grey), Rebecca Romijn-Stamos (Mística), Ray Park (Groxo), James Marsden (Scott Summers/Cíclope), Anna Paquin (Marie D`Ancanto/Vampira), Halle Berry (Ororo Munroe/Tempestade), Shawn Ashmore (Bobby Drake/Homem de Gelo), Ian McKellen (Eric Lensherr/Magneto), Patrick Stewart (Professor Charles Xavier)

Sinopse: Por todo o planeta, pessoas com o código genético alterado são vítimas de preconceito. Dotados de poderes especiais, os X-Men são um grupo dessa parcela da população, que luta a favor de um mundo onde humanos e mutantes possam conviver em paz. Liderados pelo Professor Charles Xavier, os heróis precisam impedir  Magneto que acha  que espécie tem que se impor pela violência  de executar um plano que pode deflagrar uma guerra.

-  Quando soube ia sair um filme dos X Men imediatamente imaginei uma adaptação fiel da HQ sendo transposta para as telas, fui ao cinema com essa esperança e logo nos primeiros minutos  me desanimou perceber que não seria assim. Quem é fã sabe que essa esta longe de ser uma adaptação fiel, o que não seria uma  coisa necessariamente ruim se a Marvel não tivesse (tem?) um  histórico de deturpar seus filmes, principalmente aqueles baseados no universo mutante ( O  único que vi e principal exemplo se chama Geração X um clássico da sessão da tarde que poucos chegam a reconhecer  e deixa a desejar em vários aspectos) Então como esse poderia ser diferente ? Afinal uma adaptação que não é fiel esta fadada a desagradar os fãs, certo ? Errado, esse filme em conjunto com outros me ajudou a perceber que não existem apenas adaptações que mutilam o filme em prol da maior aceitação do publico, bilheteria e etc existem  também aquelas  que apesar de ter que mudar alguns pontos tentam ao máximo se manter fiel a historia original com um certo equilíbrio ( e se isso não for possível cria pelo menos uma original que se sustente sozinha) . Felizmente X Men é o segundo caso e  por todo filme você percebe traços disso. Começarei falando pela escolha dos atores. Há personagens que conseguiram corresponder quase que perfeitamente com seus respectivos atores ( Patrick Stewart como Professor Charles Xavier, Rebecca Romijn-Stamos como Mística e etc) enquanto outros foi inevitável certa descaracterização física, por uma questão lógica  que seria a falta de atores correspondentes a aparência do personagem e talvez  as próprias escolhas do diretor. Tendo esses últimos em sua maioria grande maioria compensado com excelentes atuações ( destaque para Ian McKellen como Magneto e Halle Berry como Tempestade) ou se não pelo menos se esforçado para isso. A historia é a que mais me surpreendeu, tal qual seu cuidado em explicar o universo mutante para aqueles que não o conheciam, desenvolvendo seus personagens  e deixando claro suas motivações e sentimentos ( a tomada de abertura com Magneto num campo de concentração nazista e Vampira acidentalmente utilizando seus poderes mutantes pela primeira vez  demonstram bem isso.) sem deixar de lado ótimas cenas de ação e bons efeitos especiais. Finalizando X Men não chega a ser inteiramente fiel a HQ mais compensa com uma historia original, excelentes atuações e bons efeitos especiais. Mesmo para fãs da historia clássica vale a pena conhecer essa alternativa.


  • Prós: Historia original, excelentes atuações e bons efeitos especiais.
  • Contras: Para os fãs mais conservadores é impossível aturar algumas descaracterizações.
  • Onde Assistir: Pode assistir na Tv aberta ou a cabo (ambas passam com certa regularidade), em Dvd ou baixar aqui (Dublado).
  • Avaliação:boneco avaliação

Jonah Hex

 

Gênero: Ação / Aventura

Ano: 2010

Direção: Jimmy Hayward

Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor

Elenco: Megan Fox (Leila), Michael Fassbender (Burke), Will Arnett (Tenente Grass), Michael Shannon (Doc Cross Williams), Josh Brolin (Jonah Hex), John Malkovich (Turnbull)


Sinopse: Jonah Hex um membro do exercito confederado que  foi mais uma vítima de  Quentin Turnbull, um homem poderoso que lhe tirou tudo que ele possuía por acreditar que ele era culpado pela morte de seu filho. Mas por razões misteriosas, Hex, ressuscitou com poderes sobrenaturais e disposto a conseguir sua vingança custe o que custar.

- Esse foi um projeto no qual tive esperanças no inicio, mas essa foi diminuindo na mesma proporção com a qual ele foi caindo no esquecimento, para finalmente resultar em um lançamento modesto e sem grande destaque. Consequentemente ele  também caiu algumas posições na minha lista até que um dia sem nada em mente e procurando algo para baixar lembrei dele e resolvi tentar a minha sorte. O primeiro lado bom que que me ocorreu antes mesmo de começar o filme é que não importa o quanto essa adaptação em particular mutilasse a historia original das HQ (para quem não sabe o personagem foi inspirado em uma) eu não poderia reclamar afinal apesar de ter visto algumas aparições dele em desenhos ( Liga da Justiça sem limites e Batman bravos e destemidos) não conheço a fundo sua historia, então já sabem que não vou poder avaliar por esse lado  (acreditem de acordo com as recentes adaptações de Hqs e jogos isso sem duvida é uma benção). Segue a analise: O começo, alias as duas cenas iniciais são ótimas para uma analise pois como vim a perceber mais tarde definem praticamente todo o filme. A primeira cena faz uma ligeira apresentação do personagem principal  e dos eventos que o levaram a situação atual, uma abordagem que poderia ser considerada comum, nesse caso porém, toda a historia é revelada ali mesmo, praticamente dizendo quem é vilão, o "herói" e o rumo que o filme ira seguir  não deixando nenhum tipo de mistério ou surpresa. Nessa hora ele apresenta uma ligeira esperança de que vai fugir do padrão se destacando e apresentando uma inovação que  infelizmente não se concretiza nos deixando entregues a  uma historia já contada e um final previsível. Na segunda cena o filme apresenta um aspecto sério e mais semelhante ao faroeste nos dando a impressão de que talvez estivéssemos enganados e julgando o filme de maneira apressada e errônea, o que não dura mais que 5 minutos e acaba de uma  maneira tão repentina que até eu com minha vasta experiência em filmes ruins fiquei espantado. E não há muito mais o que se dizer sobre Jonah Hex (acreditem como todos os outros queria que fosse diferente). Uma sequência de lutas bem fraca já próxima do final e certos furos na historia (nada tão importante mas o suficiente para a falta ser notada), ele fica na categoria mediana pra baixo em todos os aspecto.  Ressuscitando em minha mente a lembrança do filme Babysitters de Luxo com apenas um diferencial, o primeiro  acrescenta pouco e esse infelizmente não acrescenta nada.

PS: Outro lado bom dele é o tempo de duração, o filme não tem uma grande historia para contar nem finge que tem, apenas nesse quesito ele leva nota 10.

  • Prós: Um filme de ação satisfatório.
  • Contras: Ele ficou com uma inconfundível atmosfera de mal acabado.
  • Onde assistir: Pode procurar em Dvd, esperar uma reprise ou baixar aqui.
  • Avaliação:boneco avaliação

Crows Zero (Kurôzu zero)


Gênero: Ação

Ano: 2007

Direção: Takashi Miike

Roteiro: Shogo Muto  (Historia Original: Hiroshi Takahashi)

Elenco: Shun Oguri (Genji Takaya), Kyôsuke Yabe (Ken Katagiri), Meisa Kuroki (Luca Aizawa),
Takayuki Yamada (Tamao Serizawa), Sansei Shiomi  (Yoshinobu Kuroiwa), Kenichi Endo (Joji Yazaki)
Goro Kishitani (Hideo Takitani).


Sinopse: Baseado no manga Crows de Hiroshi Takahashi.  O filme conta a historia de Genji Takay um jovem que pretende herdar os negócios do pai e ser um chefe da Yakuza, mas para isso terá que provar sua capacidade cumprindo uma tarefa que ate hoje ninguém conseguiu, dominar o colégio Suzuran, conhecido como colégio dos corvos (jovens degenerados que infestam a sociedade) ou escola preparatória de Yakuzas.

-  Mais uma madrugada na TV mais uma descoberta de filme (uma comprovação a mais  para a teoria que bons filmes e suas continuações passam apenas de madrugada).  Na verdade me interessei não por ele mas sim pela  sua continuação Crows Zero 2 que estava passando numa dessas madrugadas no Cinemax. A sinopse que deu origem a tudo era mais ou menos assim:

"Agora no seu ultimo ano Genji que não conseguiu dominar totalmente o colégio devido a sua derrota para Rindamen tem que deixar de lado os conflitos internos  para lidar com uma nova ameaça o colégio Housen Gakuen que após uma longa trégua, decide entrar em guerra com Suzuran "

O tempo que levei no canal lendo a sinopse e  imaginando quem diabos seriam essas pessoas, foi o mesmo tempo que demorei para me interessar pelo filme, afinal, por pura coincidência eu parei numa das inúmeras cenas de combate, e acabei me surpreendendo com a qualidade, então decidi dar uma chance e assisti um pedaço,  20 minutos bastaram para eu decidir por de vez eles na lista (afinal para ver a continuação tinha que ver o primeiro) e baixar assim que possível, segue a analise:  Comecei a assistir sem saber bem o que esperar, afinal com essa sinopse havia diferentes caminhos possíveis para o diretor seguir, ele podia seguir uma atmosfera séria, um lado cômico e etc. Enfim, vários estilos eram possíveis, e novamente bastaram os minutos iniciais para entender que ele iria seguir um misto desses dois ditos acima (alias curti bastante no mesmo o fato de ter uma atmosfera bem estilo anime logo no inicio) que fico feliz em constatar funcionam em perfeita sincronia.  Minha segunda conclusão  foi que o filme não é só pancadaria como muitos fazem parecer em comentários e sinopses espalhados pela net, claro um dos principais enfoques é esse mas ele se preocupa também em contar uma historia, um exemplo é a explicação da estrutura hierárquica e o nível dos alunos do colégio e da gangue existente (mesmo sem muitos detalhes)  sendo isso dispensável se o enfoque fossem apenas lutas e mais lutas. As duas boas surpresa seguintes se dão no caso da Historia, não só a principal tem uma boa qualidade, as paralelas que não envolvem o protagonista são igualmente interessantes não limitando a historia a uma só perspectiva., afinal poucos filmes conseguem criar historias paralelas convincentes, e são raríssimos aqueles que nos fazem  despertar interesse por elas. E de  não haver vilão definido, isso mesmo não há o clássico conflito entre o bem e o mal presente de certa forma em praticamente todos os filmes, há apenas lados opostos, já tinha visto essa abordagem em outros filmes mas foram poucos os que conseguiram balancear de maneira igualitária a historia de ambos. Alias as cenas de luta são muito bem feitas (assim como as do segundo), todas criveis, com poucos erros visíveis (francamente só vi dois) e qualidade bem acima da media. Os pontos estranhos (não posso dizer negativos porque não são bem isso) são a falta de uma presença feminina, o filme tem apenas uma (isso levando em conta uma aparição regular) e faltam algumas explicações quanto ao funcionamento acadêmico do colégio, fora os minutos iniciais não vi mais nenhum resquício de professor ou algo do gênero. Escola mesmo só o nome.


  • Prós: Um filme de ação que acerta em todos os quesitos.
  • Contras: A longa duração (aproximadamente 2:10)
  • Onde assistir:Se tiver TV a cabo pode ficar de olho no canal Cinemax, passa com certa regularidade.
  • Avaliação: boneco avaliação

O Massacre no Bairro Chinês ( San suk si gin)



Gênero: Ação / Drama

Ano: 2009

Direção: Tung-Shing Yee

Roteiro: Tung-Shing Yee e Tin Nam Chun

Elenco: Jackie Chan ( Steelhead), Naoto Takenaka (Inspector Kitano), Daniel Wu (Jie), Jinglei Xu (Xiu Xiu / Yuko Eguchi), Bingbing Fan (Lily), Kar Lok Chin (Hongkie), Paul Chun (Uncle D), Jack Kao (Gao Jie), Masaya Kato (Toshinari Eguchi).


Sinopse: Na China no inicio dos anos 90 a imigração é freqüente devido aos altos índices de pobreza no país, o principal destino é o Japão que passa receber um grande numero deles em sua maioria ilegalmente. Dentre eles o mecânico Steelhead (Jackie Chan), que entra no Japão ilegalmente para tentar encontrar a namorada Xiu Xiu (Xu Jinglei) que desde sua imigração não manda noticias nem para ele e nem para sua familia.


- Para decidir se veria esse filme ou não tive que fazer uma boa reflexão. Então começarei esse post de maneira um pouco diferente, expondo primeiro as razões que me levaram a vê lo (o lado positivo e negativo),  os motivo para tanta cautela e algumas dificuldades que tive para faze-lo. E ai sim partir para a analise (mesmo que limitada). O lado positivo se deve ao gênero ser ação e no elenco ter o ator Jackie Chan (em geral essa combinação traz filmes bons e divertidos). O negativo ao fato já ter ouvido essa historia algumas vezes antes e não acabou muito bem. Deixem-me explicar melhor um dos casos: A certo tempo aluguei um filme chinês com uma historia ate que  interessante envolvendo vampiros (esse foi antes da modinha) que tinha um anuncio gigante na capa destacando a presença dele. A historia  que ate tinha potencial naufragou frente a pobres efeitos especiais e banhos de sangue sem propósito e a tão bem anunciada presença do Jackie Chan se limitou a uma pequena ponta (não mais que três minutos) ou seja tudo não passou de um grande golpe publicitário. Não preciso dizer que desde essa perda de tempo passei a tratar com certa cautela filmes chineses recentes com sua presença. O Fator decisivo então ficou  por parte da historia que me interessou bastante. Tendo decidido ve-lo vamos a outra parte do post que se refere as dificuldades:  A primeira dificuldade (talvez problema) que tive com o filme ironicamente não foi por culpa do mesmo. Eu assisti no canal pago Tele Cine que por alguma razão que desconheço não apresentou a opção do audio original (ou seja em chinês com algumas partes em japonês) mas sim as opções de dublagem em inglês ou em português e ambas eram bem deficientes (dos males escolhi o menor ou seja o audio em inglês com legendas em português). Isso poderia passar como um simples incomodo se ele não fosse tão ruim e dificulta-se  bastante a analise dos outros quesitos do filme, como por exemplo a atuação: Sou obrigado a classificar ela como mediana, sem nenhum destaque pelo motivo acima, e bem difícil nota-lo quando qualquer nível maior (como um cena dramática por exemplo) era destruída por um audio que não acompanhava a emoção dos personagens. A segunda dificuldade ficou por parte da legenda que apesar de traduzir bem as falas  não traduzia nenhum conteúdo escrito (sendo que em alguns momentos eles são cruciais para o entendimento da historia).Então já que alguns erros que considero técnicos me impediram de fazer uma melhor analise de alguns quesitos do filme darei mais destaque ao único que pude analisar de maneira satisfatória, a historia. Ela no começo parece batida e ate entediante mas crescer ao tocar em pontos interessantes e diferente dos habituais (isso não só para filmes asiáticos), como a imigração de vários povos para o Japão (especificando os chineses mas não limitando), discriminação, as duras condições que enfrentam, a sua marginalização e conseqüente  propensão para atividades criminosas. O mais interessante que observei foi a forma com que o assunto foi tratado, ao mostrar um imigrante pacifico que queria crescer de maneira correta se modificar graças as situações vividas por ele. Infelizmente já perto do final isso se modifica e as cenas são apresentadas de maneira rápida e desenfreada, deixando algumas mudanças forçadas e diversos pontos sem explicação. Finalizando me limito apenas a dizer que esse é um bom filme que tinha potencial para ser melhor.


PS: Muitas pessoas reclamaram desse filme pela atuação de Jackie Chan, a uma visão ocidental dos eventos e a presença de violência desmedida e etc.  Primeiramente acho que a avaliação jamais deve se limitar a apenas um ator, se for avaliar o filme deve faze-lo como um todo. E pelo que pude perceber apesar das limitações ditas acima sua atuação é normal, não excede expectativas mas também não chega a ser ruim. Quanto a uma possível ocidentalização dos eventos acho essa visão um tanto limitada, só porque existe certa xenofobia, discriminação e outras coisas que as pessoas pensam só existir em países considerados terceiro mundo ou a visão politicamente correta "em desenvolvimento" não significa que haja discriminação envolvida, para mim esse ponto foi importante para mostrar que ate países considerados mais "evoluidos" sofrem com esse problema. Quanto a violência, bem ela existe mas não chega a ser nada inédito ou fora de contexto.


  • Prós: Historia acima da media e o ator Jackie Chan num papel diferente do habitual.
  • Contras: Dublagem deficiente (recomendo fortemente que não assistam nessas condições)
  • Onde assistir: Pode procurar em Dvd. (Infelizmente não achei a versão com audio original, se achar coloco aqui)
  • Avaliação:  boneco avaliação

    400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado


    Gênero: Policial / Drama

    Ano de lançamento: 2010

    Direção: Caco Souza

    Roteiro: Victor Navas

    Elenco: Daniel de Oliveira (William da Silva Lima/Professor), Branca Messina (Dra. Carmen), Daniela Escobar (Teresa), Negra Li (Geni),  Lui Mendes (Maranhão), Fabrício Boliveira (Cavanha), Jonathan Azevedo (Baiano), Rodrigo Brassoloto (Neco)

    Sinopse: Conta as origens do Comando Vermelho, poderosa organização criminosa criada no presídio de Ilha Grande.


    Atenção: Essa analise contem alguns spoilers que foram inevitáveis para a conclusão do Post.


    - É importante começar ressaltando que não li o livro em que o filme se baseia ( esse alias tem o mesmo nome). Tudo que conheço da historia do comando vermelho são pesquisas individuais, das quais não tenho certeza da veracidade dos fatos, por isso não posso fazer uma analise do quanto o filme corresponde ao livro ou a realidade, o que vou fazer é analisa-lo de maneira individual:  Quatrocentos contra um começa de uma maneira relativamente normal, nos primeiros minutos  apresenta o personagem principal (ou seja o autor do livro) para depois seguir um estilo um tanto incomum, que intercala entre diversos momentos de seus anos na prisão e de sua liberdade, deixando um espaço no meio disso tudo para apresentar o resto dos personagens.  Esse estilo inicial pode ser considerado inovador mas sem duvida foi usado no momento errado, devido a seu ritmo frenético ele prejudica o entendimento inicial da historia e chega a incomodar. Sendo que só depois dos primeiros vinte ou trinta minutos  ele cessa (ou pelo menos diminui o ritmo) e podemos começar a entender o filme. Devido a isso qualquer entendimento ou  ligação que poderíamos ter com os personagens se perdem, suas motivações, ambições e etc ficam em segundo plano. O primeiro ponto alto do filme vai para a ambientação que é impecável. Com destaques para as locações que  além de serem excelentes tiveram toda uma preocupação extra  (como por exemplo a  procura de um presídio semelhante ao Cândido Mendes para as gravações em vez de construirem um no estúdio) e para o figurino que é muito bem trabalhado e consegue mesmo convencer. O segundo ponto alto fica por conta do roteiro que ao contrario de outros filmes do gênero (principalmente os brasileiros)  desmistifica a figura do bandido, que ao invés de estarem  vivendo na riqueza e cercado de glórias, vivem uma realidade cercada de violência. Uma frustração a parte que gostaria de ressaltar é a seguinte: O final de alguns personagens me pareceram mal preparados e ficaram sem contextos como se simplesmente estivessem satisfazendo seus destinos na vida real. Concluindo Quatrocentos contra um apresenta uma boa historia com excelente desenvolvimento ,que infelizmente peca na construção de seus personagens e frustra quando percebemos que um esforço nesse quesito transformaria ele em um excelente filme

    • Prós: Historia excelente e ótimo desenvolvimento
    • Contras: Personagens mal trabalhados.
    • Onde Assistir: Pode esperar sair em Dvd ou baixar aqui.
    • Avaliação: boneco avaliação




    População 436 (Population 436)



    Gênero: suspense

    Ano de lançamento: 2006

    Diretor: Michelle Maxwell MacLaren

    Roteiro: Michael Kingston

    Elenco: Jeremy Sisto (Steve Kady), Charlotte Sullivan (Courtney Lovett), Fred Durst (Polícial Bobby Caine), David Fox (Dr. Harold James Greaver), Monica Parker (Belma), Reva Timbers (Amanda Jacobs)

    Sinopse: A pitoresca e pequena cidade de Rockwell Falls parece ser tranqüila. Mas quando o investigador Steve Kady (Jeremy Sisto, do seriado A Sete Palmos) é enviado para entender porque a quantidade de moradores não mudou nos últimos cem anos, ele descobre o que realmente se esconde por trás da aparentemente perfeita cidade. Preso numa doentia rede de fervor religioso e tradição puritana da qual ninguém nunca escapou, Kady precisa achar uma saída enquanto ainda está vivo.

    - Esse é um daqueles filmes ocultos que você descobre por acaso e ...

    Tem uma estória legal, só que podia ter sido mais explorada com relação as crenças religiosas, o filme acaba utilizando-se apenas de algumas frases/cenas com esse objetivo e focando em sua maioria no mistério que os cidadãos locais guardam em sua pacata cidade para que ninguém de fora descubra.

    Em alguns momentos chega a ser bem previsível o que irá acontecer, não tendo nada de espetacular para acrescentar nesse quesito. Embora em determinadas partes parecesse que ia surgir algo de novo, acho que por medo da diretora ou então até mesmo do roteirista resolveram se conter, e ficar  apenas no tradicional. O que acaba sendo uma infelicidade porque como disse acima dava para ter aproveitado mais o tema religioso já que o mistério toma conta de tudo.

    Atuação é boa, principalmente do Jeremy Sisto que com o passar do tempo vai melhorando cada vez mais seu desempenho no personagem. O resto dos atores ficam na média e alguns decaem, como é o caso do David Fox mostrando-se perdido em algumas cenas com suas falas.

    Tem algumas cenas bem clichê, por exemplo a de sexo entre Courtney e Steve, entre outras que são desnecessárias.
    O final do filme não chega a ser uma surpresa para todos, porque você só precisa ser bom de matemática e tá ligado nas personagens que entram e saem da estória.

    Mesmo não sendo nada muito grandioso para o gênero, resulta num bom filme que da para assistir e reassistir sem problemas.

    PS: corrigindo apenas todas as sinopses que tem de errado por ai na internet, o cara não é um investigador, federal, detetive, nem nada do tipo. Ele é do "Censo", ou seja, faz contagem de pessoas nos locais.

    • Prós: conseguir manter um equilíbrio no todo.
    • Contras:  não ter nada de novo para o gênero.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Viagem do Medo (And Soon the Darkness)

    Gênero: Suspense

    Ano de lançamento: 2010

    Diretor: Marcos Efron

    Roteiro: Jennifer Derwingson e Marcos Efron

    Elenco: Amber Heard (Stephanie), Odette Yustman (Ellie), Karl Urban (Michael), Gia Mantegna (Camila), Adriana Barraza (Rosamaria), César Vianco (Calvo), Michel Noher (Chucho)

    Sinopse: Ellie e Stephanie, duas garotas americanas, vão viajar e resolvem conhecer alguns lugares. Estava tudo bem, até que Ellie é sequestrada e entra num mundo perigoso do tráfico de mulheres. Agora, Stephanie vai fazer de tudo para encontrar sua amiga.

    - Tava afim de ver um filme com temática diferente e como saiu a pouco tempo resolvi assistí-lo...

    Começando pela estória, o foco do filme é logo de cara transmitir que o pessoal do vilarejo onde as duas personagens femininas estão hospedadas sabem o que realmente rola por lá, ficando sempre com um clima de suspense no ar e medo de como e quando elas poderiam vir a ser as próximas vítimas. Foi boa essa visão pro filme mas em alguns momentos se da muita ênfase para personagens secundários que só aparecem momentaneamente, com suas caras de pavor com o que poderia acarretar se descobrissem o acontecia por lá ou então o simples fato de sempre os cidadãos locais se esconderem dentro de casa e não sair mais dela (sim, é isso mesmo, olham pra tua cara e correm pra se trancar em casa). Se tu que ta visitando um lugar novo, no exterior e não acha nenhuma dessas ações bizarras então você tem algum problema.
    Fora essa questão não vi nenhum outro ponto que indicasse algo a favor ou contra na estória, conseguiu manter uma boa harmônia no geral, errando daqui mas acertando dali e assim sucessivamente.
    Tentam usar também a velha armadilha de mulheres bonitas para atrair o público masculino (e o que da certo porque elas são lindas) porém isso é usado somente nos primeiros 30min de filme, depois acaba sendo esquecido partindo-se para o que realmente se é proposto no seu tema, o tráfego de mulheres.

    Uma coisa que em certas partes chega a incomodar é o nível de picote e continuação que tem entre as filmagens, por exemplo: a personagem Stephanie está andando em direção a estrada pra sair do vilarejo, na próxima cena já mostra ela andando de bicicleta e no meio do caminho e na cena seguinte ela já chegou ao seu destino. Po, ta legal que ela foi rápida mesmo mas em algumas partes era bom ter filmado tudo direto ao invés de fazer essas pausas, podendo assim gerar algum nexo em certas cenas demonstrando o que se aconteceu (principalmente no final). Sem mencionar que daria para aproveitar o maravilhoso visual das florestas, campos de vegetação, cachoeiras e até mesmo estradas que existiam no local.

    Atuação do pessoal ficou muito boa para todos mas tem sérias deficiências nas personagens principalmente a do Karl Urban que ficou meio fora do contexto proporcionado, não sabendo o que fazer ou até mesmo como agir em situações que lhe eram passadas, deixando não apenas ele mas os outros atores com cara de bobo, devendo assim ter sido revisado os seus papéis. Outro fator que também favorece bastante positivamente foi deles terem usado autênticos argentinos nas filmagens (porque a estória se passa na Argentina) e não aqueles atores genéricos com espanhol de segunda e muito menos sem fisionomia de um deles.

    O trailer é meio clichê porque se é passado um certo suspense o que praticamente não existe no filme depois do começo e não cumpre 100% do que é prometido. Mas foi um ótimo trabalho de quem fez ele, estando bem montado e utilizando variadas cenas do filme.

    Dando uma visão no conteúdo todo que foi oferecido em Viagem do Medo... tem alguns elementos originais ótimos mas acaba pecando no final, em um tema que poderia ter sido melhor trabalhado aproveitando aos mínimos detalhes já que é algo tão importante.

    PS: esqueci  de dizer que é remake de um lançado em 1970 mas desconheço este, logo não posso julgar fidelidade com ele.

    • Prós: atuação.
    • Contras:  furos na estória e continuidade.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Temos Vagas (Vacancy)



    Gênero: suspense, terror

    Ano de lançamento: 2007

    Diretor: Nimród Antal

    Roteiro: Mark L. Smith

    Elenco: Kate Beckinsale (Amy Fox), Luke Wilson (David Fox), Frank Whaley (Mason), Ethan Embry (Mechanic)

    Sinopse: David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale) estão prestes a se separar e vivem brigando. Eles estão em meio a uma viagem, numa estrada deserta e escura, até que são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada. O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem estranho mas aparentemente inofensivo. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram em um esconderijo uma coleção de filmes caseiros, que têm muito sangue e são bem realistas. Até que percebem que estão alojados no mesmo quarto onde os vídeos foram filmados e que são as próximas vítimas do cineasta.

    - Descobri esse filme por acaso na tv, faltando apenas alguns minutos para começar e o que me motivou a vê-lo foi o elenco e como resultado...

    A estória é boa mas nada muito complexo ou difícil de se entender depois do início. Conta com um roteiro cheio de brigas entre o casal e sustos quando começa a "movimentação" do filme porém a estória é meio bizarra (um cara que mata seus hóspedes para filmar e vender as fitas gravadas), por causa disso não digo que é perfeita a ponto de agradar a todos, até mesmo porque se pensar bem não tem muito sentido. Uma coisa interessante é que mostra que para um filme ser bom não precisa ficar usando um bando de mulheres fazendo sexo ou correndo nuas do matador só para atrair o público masculino (e quem sabe também o feminino ahuhauhua), esse foge completamente do quesito pornografia e consegue ser superior a muitos outros do tipo. Tendo um foco não este tipo de público mas sim os que curtem o bom e velho estilo clássico.

    O que se percebe logo depois que o casal vai parar no motel, é que o protagonista David não é ingênuo e burro para cair em qualquer armadilha dos assassinos. Sempre estando atento para qualquer forma deles tentarem matá-los, com isso se é feito um jogo de possibilidade de formas de fuga. Mas em certos pontos chega ser óbvio que o ator vai fazer isso ou aquilo, ou então o cara é o "sabe-tudo" porque sempre vai para os lugares certos e na hora certa. Isso corta um pouco as cenas de suspense pois são bem perceptíveis os próximos movimentos que ele fará ou irão acontecer. Contudo não é nada que chegue esrtragar a trama.

    Com relação ao terror e suspense, se você já está acostumado assistir esses gêneros de filme, não irá notar muita diferença ou algo de inovador. Tendo que o filme motiva mais o medo do que qualquer outra coisa. As cenas de mortes também não são nada estilo Jogos Mortais, com sangue e tripas para todo lado, fazem uso bem modesto e equilibrado das formas como as pessoas morrem, não contendo nenhuma cena muito forte, o que é provável que faça mulheres quererem assistí-lo.

    Acabou sendo um filme acima da média para o gênero e que deve ser lembrado para possíveis escolhas quando for assistir algo.

    • Prós: Tudo acima e mais.
    • Contras: Final tradicional.
    • Onde assistir: tv ou dvd.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Possuídos (Bug)


    Gênero: drama, terror

    Ano de lançamento: 2006

    Diretor: William Friedkin

    Roteiro: Tracy Letts

    Elenco: Ashley Judd (Agnes White), Michael Shannon (Peter Evans), Harry Connick Jr. (Jerry Goss), Lynn Collins (R.C.), Brían F. O'Byrne (Dr. Sweet)

    Sinopse: Peter (Michael Shannon), veterano de guerra paranóico, começa a achar que há insetos debaixo de sua pele. Aos poucos, sua paranóia é transferida para Agnes (Ashley Judd), mulher solitária que ele acaba de conhecer.

    - Já não curto muito a atriz Ashley Judd, mas decidir inovar um pouco vendo algo inédito dela pra mim e dando uma chance para o seu trabalho, mas sinceramente me arrependi e muito depois.

    A estória é apenas o que conta na sinopse, não acrescenta nada de especial que seja relevante, ficando apenas nisso o filme inteiro. Esperava que ao longo do filme fosse acrescentando algo realmente interessante no conto, com relação a paranóia de Peter ou até mesmo uma conspiração do Governo com cobáias de testes experimentais (como é citado em algumas cenas) porém acaba tudo retido apenas nas cenas de loucuras de Peter atrás dos insetos. Fazendo essa busca pelos tais insetos praticamente o filme quase todo e sem o menor sentido.

    As atuações ficaram boas, Ashley Judd consegue representar bem seu papel de uma mulher sozinha e insatisfeita com a vida e Michael Shannon com a sua personagem doido das idéias, dando bastante ênfase para os insetos.

    Cenários, ô coisa boa de falar (estou sendo sarcástico). O super cenário conta apenas com um local, ou melhor, um quarto de Motel em que a protagonista vive. Que por sinal a minha cozinha deve ser maior que aquilo lá. Tudo bem que variedades de cenários não são a chave para um filme ser bom, mas o filme já tem uma séria deficiência na estória e ainda querem poupar também nisso, ai ferrou de vez.
    Nisso usam a loucura do Peter para tentar justificar o porque apenas tudo acontece neste lugar, "ele é um perseguido que não pode ficar exposto em público senão "alguém" vem capturá-lo", até ai da para se entender. Mas e por exemplo na parte em que ele saí para comprar comida, porque não amostra isso?!?, entre muitos outros. Então isso também não foi desculpa para as filmagens serem feitas somente neste quarto.

    Estando relacionado com o cenário, vem a fotográfia. Na parte final do filme, de quem foi a maldita idéia de "embrulhar" um quarto todinho em papel alumínio, é sério, tudo que existe no quarto está sobreposto em papel alumínio. O gênio que fez isso não sabia o quanto conseguiu finalizar o filme com um tom pior do que já tava. Também só assim mesmo pro filme conseguir se encaixar no quesito terror (sendo sarcástico de novo).

    Como conclusão é um filme que tenta economizar elementos e pouco criativo, sendo um dos piores que já vi.

    PS: novamente outra excelente tradução do título original.
    • Prós: Atuação.
    • Contras: Tudo acima e mais.
    • Onde assistir: tv ou dvd.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Os Coletores (Repo Men)



    Gênero: ação, ficção

    Ano de lançamento: 2010

    Diretor: Miguel Sapochnik

    Roteiro: Eric Garcia, Garrett Lerner

    Elenco: Jude Law (Remy), Forest Whitaker (Jake), Alice Braga (Beth), Liev Schreiber (Frank)

    Sinopse: Em um futuro próximo a sociedade utiliza com frequência os serviços da empresa The Union, que fornece sofisticados e caros órgãos mecânicos para seres humanos. Caso o comprador não honre a dívida, a empresa envia em seu encalço os coletores, que têm por função recolher o órgão vendido, seja ele qual for. Remy (Jude Law) é um dos melhores coletores na ativa, até sofrer um ataque cardíaco ao realizar um serviço. Ele é submetido a uma cirurgia, onde lhe é transplantado um dos corações fabricados pela The Union. Só que, em consequência do ocorrido, Remy não pode mais continuar exercendo seu trabalho. Sem ter como pagar a dívida, ele se une ao colega Jake (Forest Whitaker) para escapar da perseguição da empresa onde trabalhou.

    - Um filme que foi bastante criticado pelo público mas descordo...

    Ele apresenta uma estória até que diferente e boa. Da para se sacar logo no início qual é a função dos "coletores" com uma explicação bem banal do Remy (Jude Law), fazendo comparações que se você não pagar por algo, vem alguém e toma ele de você e isso é o que acontece no filme todo, caso atrase o pagamento do equipamento que foi implatado, o coletor tem o direito de retomá-lo para a companhia. Porém a forma como é retirado o mesmo (chega o cara, te apaga, "rouba" o orgão e tu fica largadam la no chão sangrando), acaba que sempre o indivíduo vai ficar a beira da morte (e morrer em seguida consequentemente, pois esta faltando um orgão), existe 2 assuntos que tenho que realçar sobre isso.

    1º seria sobre as cenas de sangue e mais sangue para todo lado na hora de remoção do orgão artificial, se você é uma pessoa que não gosta deste tipo de cena, corra então deste filme, 2º é sobre a questão dos direitos do ser humano, quando que um governo (americano) iria permitir que se fosse tirado um membro seu e você ficasse para morrer nos minutos seguintes, não tem mesmo como engolir esta que o governo, polícia e autoridades em geral não fariam nada contra isso ou muito menos não interfeririam. Na minha opinião deveria ter sido abordado essa questão também para o filme ficar mais democrático e tal, não apenas com cenas de banhos de sangue.

    O elenco conta com atores bem famosos e consagrados como Forest Whitaker (esse arrebenta e muito), Jude Law e a brasileira Alice Braga. Todos fizeram muito bem seus papeis e não vejo do que reclamar.

    Acrescento falando que o final do filme foi o que mais desagradou a maioria das pessoas, novamente por 2 motivos: 1º seria o casal (Remy e Beth) fazerem do final um Street Fighter porque rola porrada para todo lado sendo muito sem noção (mas da para entender na última cena porque isso aconteceu) e 2º é realmente como acaba o filme, muitos não entendem (não vou contar é claro) e outros não gostaram dele porque são muito tradicionalistas, gostando de um final feliz para todos.

    Concluo dizendo: se está à procura de algo nada comum, com um final inesperado e nada monótono. Então assista-o.

    PS: foi adaptado do livro de Eric Garcia (The Repossession Mambo) mas não posso fazer comparações com a obra pois desconheço-a.

    • Prós: Ótima estória e boas cenas de ação.
    • Contras: Abordar outros assuntos com relação estória.
    • Avaliação: boneco avaliação

    Os Vampiros que se Mordam (Vampires Suck)



    Gênero: Comédia

    Ano de lançamento: 2010

    Direção: Jason Friedberg & Aaron Seltzer

    Roteiro: Jason Friedberg & Aaron Seltzer

    Elenco: Matt Lanter (Edward), Jenn Proske (Becca), Bradley Dodds (Salvatore), Chris Riggi (Jacob), Charlie Weber (Jack), Anneliese van der Pol (Jennifer), Ken Jeong (Daro), Diedrich Bader (Frank), Stephanie Fischer (Rosalyn).

    Sinopse: É uma sátira direta aos dois primeiros filmes da saga "Crepúsculo" com umas coisinhas a mais.

    - Enquanto fãs de crepúsculo esperavam ansiosamente a continuação da saga nos cinemas, aqueles que a ridicularizam também aguardavam por um filme que viesse a fazer o mesmo. Afinal com tantas maneiras diferentes de fazer isso (muitas delas fornecidas pelo próprio filme e livro) não demoraria muito tempo para que o primeiro surgi-se. Certo ? Errado. A demora foi grande se comparado a outras sátiras, mas finalmente foi feito. Vampires Suck (ou os vampiros que se mordam) da mesma dupla de diretores e roteiristas responsáveis pela  famosa saga de filmes "Todo mundo em pânico" e outros do mesmo gênero como Espartalhões e Deu a louca em Hollywood,  teve sua estreia ha aproximadamente dois meses nos Eua e no inicio do mês passado no Brasil. Estava meio que relutante em assisti-lo ( suspeitas sobre a qualidade) e por isso não o coloquei na lista de prioridades,  foi só a algumas semanas que assisti. Segue minha analise: Uma das coisas que fiquei feliz em descobrir logo no começo é que ele não limita sua sátira aos filmes da saga crepúsculo ( não entendam de forma errada, o filme / livro tem muito a ser sacaneado mas ficaria maçante se foca-se apenas nisso) dando leves alfinetadas em outros filmes e séries como Alice no pais das maravilhas, Buffy, a caça vampiros, True Blood, Vampire Diaries, America Idol, Desesperate Housewifes, Gossip Girl e ate em algumas personalidades atuais como Lady Gaga e Tiger Woods o que resulta em uma variação divertida. Como ja se esperava ( em parte pelo humor atual e pela direção) o filme tem muitas piadas obvias, mas tal a minha surpresa quando percebi a existência de algumas inteligentes. Os efeitos especiais, apesar de serem feitos intencionalmente para ter um resultado tosco, superam os da saga crepúsculo (infelizmente isso não é uma piada) e fazem bem o seu papel. A trilha sonora ganha destaque ao ironizar  musicas tipicamente adolescente (como as da cantora Taylor Swift). As atuações são em geral medianas tirando os três principais: Matt Lanter e Chris Riggi tem destaque por, na maior parte do tempo, ficarem bem semelhantes aos personagens originais, já Jenn Proske impressionou ao conseguir captar a essência da atuação de Kristen Stewart no papel original (deixando mais do que em evidencia todas as manias da atriz), além de ficar semelhante a personagem  no proprio livro, rendendo boas risadas. Em conclusão Vampires Suck é bem o que eu esperava um filme mediano que apesar de não ser de todo ruim, infelizmente não correspondeu a expectativa que criou.

     PS: Vale ressaltar que na minha pesquisa pela net descobri que esse filme agradou alguns fãs do filme original, o que é um tanto surpreendente.

    • Pros: Rende algumas risadas boas.
    • Contras: Humor batido e pode ficar chato com o passar do tempo.
    • Onde Assistir: Pode esperar sair em Dvd ou baixar aqui.
    • Avaliação:boneco avaliação

      Zona Verde (Green Zone)


      Gênero: guerra, drama, ação

      Ano de lançamento: 2010

      Diretor: Paul Greengrass

      Roteiro: Brian Helgeland, Rajiv Chandrasekaran (livro)

      Elenco: Matt Damon (Miller), Greg Kinnear (Clark Poundstone), Khalid Abdalla (Freddy), Yigal Naor (General Al Rawi), Amy Ryan (Lawrie Dayne), Brendan Gleeson (Martin Brown)

      Sinopse: Bagdá, 2003. Roy Miller (Matt Damon) lidera uma equipe, a serviço da inteligência do exército, em busca de armas de destruição em massa no Iraque. Depois de algumas tentativas frustradas, o militar se vê diante de um cenário caótico entre seus compatriotas, o que o deixa dividido entre aplacar o anseio do governo de encontrar algo que justificasse a invasão ou descobrir a verdade dos fatos.

      - Mais outro filme de tema bastante conhecido, a guerra que acontece no Iraque mas abordado de uma forma bem diferente do convencional...

      Muitas pessoas erroneamente vão achando so porque tem o Matt Damon e o mesmo diretor de 2 filmes da saga Bourne, logo o filme tem que ser idêntico a este com tiro, porrada, espionagem e outros elementos. Se pensar desta forma, passe longe então do filme porque a coisa é bem diferente neste.

      Como eu disse acima o tema é bem popular porém produzido não apenas na forma de visão dos americanos, o desenrolar da trama fica bem perceptível que também era importante expor a visão dos iraquianos sobre o assunto. Com isso se faz uma brilhante reflexão na questão quem esta certo no controle do Iraque, os EUA ou o próprio país deve tomar suas decições sem intervenção externa (não vou opinar sobre quem ta certo/errado porque senão fujo do assunto). O filme inteiro bate nessa tecla, mas citando ambos lados com o passar do tempo, gerando ai uma boa parte das cenas apenas em conversas.
      Me chamou bastante atenção a excelente atuação do Khalid Abdalla (deve lembrar dele do O Caçador de Pipas), ele consegue em determinados momentos expressar emoções quanto a fixação de tropas americanas lá no Iraque, o que isso acarretou para suas vidas, porque ou não devem apoiar os extrangeiros que supostamente estam melhorando o país mas de uma forma que quem assiste fica realmente embalado com a situação. Fazendo você pensar não apenas em modificar a área política mas sim de quem vive com os transtornos encontrados nele de forma geral.
      As cenas de ação não predominam no filme mas mesmo assim se da para tirar umas boas lutas corpo a corpo e com armas de fogo, mas lembrando novamente que isso não é nenhum Bourne, principalmente porque o personagem de Matt Damon sempre apanha mais nas cenas de luta e não faz quase nada quanto a isso. O trailer é puro clichê nesse quesito.
      Como tudo não é uma maravilha, vou ressaltar alguns problemas que tem no filme. Vou começar pela câmera, principalmente nas cenas de tiro onde se tem correria não fica bem nítido a imagem devido a ficar muito estremecido a mesma. Prejudicando assim em alguns momentos saber o que esta acontecendo durante a ação, ainda mais quando se esta de noite.
      Outro problema ainda pior é quase na parte final do filme, onde por exemplo se tem 8 pessoas enfrentando os inimigos, nisso tem tiros para todo lado, 1 é atingido (sobra 7 logicamente) mas na cena seguinte só continua 1 pessoa prosseguindo na batalha e que por sinal sempre é o protagonista ou co-protagonista, ai vem a pergunta: o que aconteceu com o resto da tropa?!?, ate hoje não sei e nunca vou saber, isso acontece umas 2 ou 3 vezes.
      Fazendo uma avaliação final, concerteza é um bom filme, contando fatos que aconteceram/acontece ainda, mas que talvez não agrade a muitos por falta de mais cenas de guerra e ação.

      • Prós: excelente história.
      • Contras: duração do filme que devia ser maior.
      • Avaliação: boneco avaliação

      Vírus (Carriers)


      Gênero: suspense

      Ano de lançamento: 2009

      Diretor: Àlex Pastor, David Pastor

      Roteiro: Àlex Pastor, David Pastor

      Elenco: Lou Taylor Pucci (Danny), Chris Pine (Brian), Piper Perabo (Bobby), Emily VanCamp (Kate), Christopher Meloni (Frank), Kiernan Shipka (Jodie), Ron McClary (Preacher)

      Sinopse: Um vírus mortal se espalhou por todo o globo. Quatro jovens dirigem pelas estradas dos EUA com o objetivo de chegar ao Golfo do México, onde poderiam sobreviver a doença apocalíptica. Seus planos começam a dar errado quando o carro quebra em uma estrada isolada.

      - Mais outro filme com um tema bastante conhecido e que a maioria adora, porém...
      Logo nos primeiros minutos se percebe que o filme não irá contar como é que a tal epidemia mortal se espalha por todo o mundo, como surgiu e como as personagens foram parar nesse ponto da estória, então se você é um daqueles que quer uma estória com início, meio e fim pode não gostar muito por este motivo.
      Outro ponto ruim é que não se conta com nenhuma música de fundo, ou quando se tem nem é perceptível pois não tem o ritmo apropriado para as cenas do momento, ao meu ver isto não prejudicou muito devido a não ser um filme de sustos e coisas do tipo mas para os que curtem uma trilha sonora talvez também tenha sido uma falha.
      Se você acha que este filme é mais um daqueles que se tem que correr ou sair matando algum morto vivo, transformado,... esta completamente enganado, isso não existe aqui. Quem é infectado pelo vírus tem como sintomas: hematomas no corpo, febre, moleza e por fim morte, ou seja, nada de pânico e gritaria para nenhum lado.
      Puxando um ponto positivo agora, os protagonistas usam um regra fundamental que é: "se você for infectado deve ficar onde esta e o resto seguir em frente te deixando para trás". Embora seja uma coisa simples, cai muito bem para as ações do filme todo, influenciando desde a interação com outras pessoas desconhecidas e até entre o próprio grupo, gerando assim conflitos entres si e deixando mais chamativo para não se desistir de assistí-lo.
      A atuação não conta com nada muito exuberante, até mesmo por serem todos os atores principais muito jovens e sem experiência. Mas a Emily VanCamp desperta uma inferioridade em relação aos outros, não sei dizer porque se foi culpa da personalidade de sua personagem (pois não se conta nada sobre ela) ou se foi ela mesmo que arruinou tudo.
      Passando disto, também não se tem um final específico, deixando você imaginar o que poderia ter acontecido nos dias seguintes com os sobreviventes ou quem sabe esperar um 2º filme.
      Como conclusão, é um filme mediano e não contendo nada de inovador para o gênero, tendo muitos buracos sendo o principal com respeito as estórias de vida das personagens não dizendo nada sobre eles. Recomendo apenas vê-lo se estiver sem opções ou procurando algo diferente.
          
      • Prós: forma de relacionamento entre personagens bem estruturado.
      • Contras: falta de explicação sobre o vírus, falta de um final, entre outros.
      • Avaliação: boneco avaliação

      Malditas Aranhas ( Eight Legged Freaks )


      Genero: Ação / Comedia

      Ano: 2002

      Direção:
      Ellory Elkayem

      Roteiro:
      Ellory Elkayem

      Elenco:
      Matt Czuchry (Bret), David Arquette (Chris McCormick), Scarlett Johansson (Ashley Parker), Leon Rippy (Wade)

      Sinopse: Depois que lixo tóxico é despejado no rio de uma pequena cidade americana, os habitantes podiam esperar de tudo. menos a mutação nas aranhas locais, que agora com o tamanho duplicado ou triplicado passam a atacar a população. Cabe ao engenheiro de mineração Chris McCormicke e a linda Xerife Sam Parker lidar com essa ameaça e tentar salvar a população dessas malditas aranhas.

      - Assisti esse filme pela primeira vez há muito tempo
      atrás (se não me engano pouco depois de seu lançamento) e quando o encontrei passando uma tarde dessas não perdi a chance de ver, em parte para relembrar e também para poder fazer uma analise aqui. Então vamos a ela: O filme começa de maneira simples com uma rápida introdução que apresenta quem é quem na cidade e o papel que eles vão desempenhar no decorrer da historia, é indispensável dizer que todos os personagens clássicos de filmes do gênero estão presentes (como o prefeito corrupto, a filha adolescente revoltada, a Xerife durona e etc). Não demora muito para ele dar uma explicação simples para o surgimento das aranhas e ir direto a ação, e é nesse ponto que as coisas ficam interessantes, o filme mistura elementos de terror antigo com um pouco de trash e comedia que resultaram em uma ótima formula, te levando de um momento leve de suspense para uma risada em intervalos de poucos minutos. Os efeitos especiais empregados para criar as aranhas são bons e seu comportamento e padrão de ataque foram muito bem trabalhados, o que ajuda nas cenas de ação e interação com os personagens reais, falando em ação um ótimo diferencial são as cenas de confronto, estou acostumado aos filmes atuais desse gênero, usarem uma quantidade exagerada de sangue e estava esperando o mesmo desse, mas me enganei, em vez de focar no ataque das aranhas nos humanos como esperado ele foca exatamente no outro lado, trocando sangue humano por sangue de aranha (ou simplesmente gosma verde) esse sim aparece em boa quantidade mas sem extrapolar o limite. As atuações são boas porem sem grandes destaques individuais. (Uma coisa que só fui notar quando fiz uma pesquisa sobre o filme foi a presença da Scarlett Johansson em um papel secundário e sem grande destaque, também não é pra menos é quase impossível reconhece-la). Tudo isso faz de Malditas Aranhas uma boa pedida caso esteja procurando um filme simples e divertido.

      • Prós: Um filme simples, com boas tiradas de comedia e ação.
      • Contras: Historia fraca e final previsível.
      • Onde Assistir: Disponível em Dvd.
      • Avaliação: boneco avaliação

      Ilha do Medo (Shutter Insland)


      Gênero: Investigação, policial, suspense

      Ano de lançamento: 2010

      Diretor: Martin Scorsese

      Roteiro: Laeta Kalogridis

      Elenco: Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels), Mark Ruffalo (Chuck Aule), Ben Kingsley (Dr. Cawley), Max von Sydow (Dr. Naehring), Michelle Williams (Dolores Chanal)

      Sinopse: Adaptação do romance escrito por Dennis Lehane cuja história, ambientada em 1954, mostra o detetive Teddy Daniels investigando o desaparecimento de uma assassina que fugiu de um hospital psiquiátrico e está supostamente foragida na remota Shutter Island.

      - O filme começa como qualquer outro, dando uma idéia bem básica do que acontece no local do crime. A estória vai sendo contada aos poucos e por diferentes personagens que aparecem no decorrer da trama, mas tudo de forma organizada e bem destribuída dando uma impressão de que tem algo suspeito naquele lugar e com as pessoas que convivem nele. 

      O local onde se passa o filme também foi de excelente escolha devido a se encaixar perfeitamente no contesto da estória, principalmente quando se fala que pode ter alguem escondido em algum canto da ilha nas partes rochosas de díficil acesso, sem mencionar a floresta, mar e contruções que também adicionam um clima de maior suspense. 

      A atuação do DiCaprio sem dúvida é outro ponto forte do filme, ele consegue se adaptar muito bem no papel do detetive que faz e demonstrando uma qualidade inegavel, com destaque quando fica intrigado com algo ou que saber mais sobre o assunto. 

      Teve 2 partes do filme que me chamaram bastante atenção, 1ª delas foi as cenas rodadas dentro do prédio onde ficariam os presos mais loucos de todos, um local bem sombrio e que consegue da um pouco de susto (ficaria perfeito esse lugar pra um filme do Batman Asilo Arkham), se fosse utilizado outros lugares como este, o filme ficaria muito mais pro lado de terror do que apenas suspense/investigação e a 2ª coisa seria os sonhos do detetive Daniels (DiCaprio), eles enrolam bastante nisso não tendo tanta importância em certos trechos e algumas destas mesmas cenas quando existe sangue nos personagens não ficou muito bem feito, porque parece que alguem pegou guache vermelho e saiu pintando eles de qualquer jeito. 

      Passando disso, quase próximo do final do filme se da uma reviravolta completa na estória, tudo que se havia visto não passava de mera imaginação e apartir daí começam a recontar realmente como são os fatos dando mais outra boa parte para conversas afim de esclarecer o que tinha acontecido na verdade e acaba ficando meio parado, devido a não ter ação, suspense ou investigação. Dessa parte em diante embora estória tenha sido muito boa, acaba virando um tédio porque demora demais e não tem mais nenhum aspecto visto no início do filme. 

      Concluindo, é um excelente filme mas enrola um pouco na parte final e recomendo apenas para aqueles que gostam do gênero investigação ou que não liguem de assistir um com mais de 2h de duração.

      • Prós: ótima estória.
      • Contras: maquiagem mal feitas e enrolação final.
      • Avaliação: boneco avaliação

      Hulk vs Wolverine - Animação


      Gênero: animação

      Ano de lançamento: 2009

      Diretor: Sam Liu, Frank Paur

      Roteiro: Craig Kyle, Christopher Yost

      Sinopse: O Incrível Hulk tem deixado um rastro de destruição na zona rural canadense. Ele tem que ser detido, e só existe um homem para o trabalho. Ele é o melhor no que faz, mas não é muito agradável. Ele é Wolverine, agente de elite do Departamento Secreto H do Canadá, Wolverine irá seguir o rastro de Hulk com um único objetivo: parar o Monstro Verde a todo o custo.

      -Sempre gostei de filmes baseados em hq e como não existe muitos mas em sua maioria são bons, esse ai também faz parte deles...
      A animação conta com desenhos no estilo ocidental como de costume e que não diferem muito das hqs. A estória é apenas superficial para pode dar um principio para a porradaria total constante em quase todo o filme descartando explicações detalhadas. É muito bom ver o Wolverine usando o tradicional/clássico traje dele (aquele amarelo e preto) mesmo contendo uns pequenos detalhes extras porém quase imperceptíveis (afinal todo desenhista que deixa sua marca é claro) e o Hulk apenas com aquelas frases minusculas e nada inteligentes do tipo: Hulk esmaga homenzinhos. Além dos 2 conta com mais outros 5 personagens que são: Professor, Deadpool, Dentes de Sabre, Omega Vermelho e Lady Letal formando o Time X. O mais incrivel é que ninguem conseguiu deter o Hulk em nenhum momento, nem sequer quando estavam em grupo também e nisso só via uns voando longe (teve uma hora que o Logan foi parar quase na Lua uauhahua) e outros sendo arremesados para tudo que é lado. E como todos tem o fator de cura, então mesmo depois de apanharem sempre voltam para tentar deter o verdão, que por sinal deixava ele mais nervoso (principalmente quando arranhavam ele) e apanhavam ainda mais. E para completar essa saga de porradas ainda tinham que aguentar o Deadpool com seu humor muito engraçado, dando para tirar uns risos em boa partes das cenas que ele aparece (até mesmo quando era surrado aahuuha). No final não se tem um desfecho definido, afinal também nunca ninguém venceu ou perdeu nas hqs deles. Só não gostei da dublagem brasileira, para mim nenhuma voz caiu bem em personagem nenhum e já na americana o que dubla o Hulk tem horas que parece que o cara ta engasgado pois não da para entender bem o que se é dito. Mas não deixa de ser um prato cheio para os fãs de hqs da marvel.

      • Prós: cenas e mais cenas de lutas e humor hilário do Deadpool.
      • Contra: pouco detalhe na estória e curta duração da animação.
      • Onde assistir: em dvd.
      • Avaliação: boneco avaliação

      A Caverna (The Cave)


      Gênero: Suspense, terror

      Ano de lançamento: 2005

      Diretor: Bruce Hunt

      Roteiro: Michael Steinberg e Tegan West

      Elenco: Morris Chestnut (Buchanan), Eddie Cibrian (Tyler), Kieran Darcy-Smith (Vince Strode), Cole Hauser (Jack), Lena Headey (Katherine), Marcel Iures (Dr. Nicolai), Daniel Dae, Kim (Alex Kim), Piper Perabo (Charlie), Rick Ravanello (Phillip Briggs), Brian Steele (Creature).

      Sinopse: Há alguns anos atrás, alguns exploradores nas montanhas da Roménia descobriram uma entrada para um sistema de cavernas localizado numa antiga igreja em ruínas, as coisas não correm bem e o local acaba por desmoronar todo, e eles acabam por ficar subterrados nesse mesmo sistema de cavernas, onde vivem criaturas estranhas. Passados muitos anos, uma outra equipe de exploradores descobre o local e resolve aventurar-se nas cavernas, uma equipe especializada é contratada e a aventura começa, mas já dentro da caverna algo corre mal e acabam por ficar presos num labirinto subterrâneo que esconde terríveis criaturas.

      Estava afim de assistir um filme de terror, ai depois de muito procurar algumas pessoas indicavam ele por ser acima da média (sem contar que eu também nunca tinha ouvido falar)....

      O filme conta com uma estória só de enrolação para poder da uma introdução nas cenas de suspense, não conta especificamente nada muito profundo mantendo tudo superficial e por sinal qualquer pessoa acaba entendo ela de início ao fim. 

      O cenário foi bem adequado para o filme (uma caverna é lógico, como próprio título diz) dando um clima de terror em determinados momentos porém essa escolha de cenário prejudicou e muito para a captação da câmera, em certos momentos não se da para saber o que esta acontecendo devido câmera não conseguir abrangir o lugar todo e só algumas áreas minúsculas, sem falar que ficou muito escuro praticamente boa parte dele e cenas de baixo da água não se enxerga quase nada. 

      As atuações conseguem se manter num ritmo bom e não vi nenhum ponto negativo e nem positivo quanto a isso. 

      Como todo filme de terror, você espera que tenha uma criatura medonha ou algo do gênero, mas isso o filme também conseguiu me decepcionar devido a falta de percepção de quem criou o roteiro e também de quem dirigiu o filme, as criaturas ficam escalando as paredes da caverna (ate ai tudo bem) mas para que fazer isso se elas podem voar e atacar suas presas mais facilmente, fica bem claro que intenção era de prolongar mais o filme.

      Maquiagem, ai que veio realmente a pior parte, na estória um dos membros da equipe é infectado e começa a transmutar para uma dessas criaturas e é lógico que se usou maquiagem para fazer cor da pele e olhos mudarem (normal ate então) mas na penúlltima cena do filme isso foi completamente esquecido, fica bem claro que nem perceberam que o ator não tinha mais nenhuma maquiagem e já tava como um humano normal, esse foi o pior erro que cometeram no filme todo. 

      Já no final dele se deixa uma prévia de que poderia existir uma outra continuação para ele (que ainda não fizeram e espero que nem façam). 

      É complicado dizer que o filme é de se jogar fora, porém eu também não recomendaria.

      • Prós: cenas de águas ficaram boas (não quando submersos).
      • Contras: sério problema com movimentação da câmera.
      • Onde assistir: em dvd.
      • Avaliação: boneco avaliação

      Os esquecidos ( The Forgotten)


      Gênero: Ficção / Suspense

      Ano: 2004

      Direção: Joseph Ruben

      Roteiro: Gerald Di Pego

      Elenco: Julianne Moore (Telly Paretta), Christopher Kovaleski (Sam), Matthew Pleszewicz (Sam at 5), Anthony Edwards (Jim Paretta), Jessica Hecht (Eliot), Linus Roache (A Friendly Man), Gary Sinise (Dr. Jack Munce), Dominic West (Ash Correll).

      Sinopse: Telly Paretta é uma jovem mulher atormentada pela perda do filho em um acidente de avião. Sua vida passa por uma grande transformação quando ela descobre que pode estar louca - seu marido e seu terapeuta afirmam que ela jamais teve filho algum e que tudo não passa de uma criação da mente dela. Obviamente, Telly fica ainda mais transtornada e tenta se agarrar a todas as lembranças e objetos que fazem parte do seu passado, mas tudo passa a desaparecer misteriosamente. Telly então tentará provar a si mesma que está sã e descobrir o porquê das pessoas à sua volta não se lembram mais do seu amado filho falecido.


      - Sempre fui fã de suspense, acho que uma pitada dele é crucial para qualquer filme de terror ou ação, quando ele não esta presente ou é mau trabalhado parece que o filme não flui de uma maneira natural e a qualidade cai muito por isso. Dei essa descrição inicial por ultimamente estar notando a falta dele nos filmes, sejam eles de terror, ação ou aqueles que dizem pertencer ao gênero suspense, mas andam deixando bastante a desejar nesse quesito, para os fãs desse estilo a única escolha é procurar filmes antigos que apresentem uma dose do bom e velho suspense; exatamente o que esse filme faz muito bem. Vamos a analise: O filme tem uma historia muito boa e bem desenvolvida, apesar dela ficar muito complexa para ser explicada resumidamente (quem já viu o filme entende um pouco o porque), por isso que, as vezes, ao ver uma sinopse num canal de Tv a cabo, por exemplo, ficamos sem entender bem sobre o que o filme fala e temos a impressão que ele é um daqueles sem pé nem cabeça, quando, na verdade, passa muito longe disso. Ele começa de maneira simples (considerando o desenvolver da historia) mostrando a dor de uma mãe que perde o filho em um acidente aéreo e sua tentativa de superar o ocorrido, a coisa muda de figura quando ao acordar um dia ela percebe que mais ninguém tem memorias de seu filho, e é nessa hora que ela parte em uma busca para convencer a si mesma e aos outros que não esta enlouquecendo. Nessa busca o filme cresce e o que parecia simples com um final previsível acaba se tornando interessante, e chega ao ponto de você não ter a menor ideia do rumo que o filme ira tomar ate seu fim (digo isso literalmente). As atuações são excelentes com enfase em Julianne Moore e Dominic West que realmente convencem no papel de pais que perderam seus filhos, o psicologo Gary Sinise que começa com um papel simples e cresce bastante durante o filme, Linus Roache no papel do impassível condutor do experimento. Outro grande ponto que não poderia deixar de mencionar é a maneira engenhosa com a qual foi feita a filmagem, mais precisamente nas mudanças de perspectiva das câmeras que ajudam e muito no teor de suspense do filme. Sem duvida um dos melhores filmes que já vi independente do gênero.

      • Prós: Um filme de suspense como poucos.
      • Contras: Não consigo pensar em nenhum.
      • Onde Assistir: Esta disponível em Dvd e passa com certa regularidade na Tv ( A cabo e aberta)
      • Avaliação: boneco avaliação


      Lugares Escuros (In a Dark Place)


      Gênero: Suspense

      Ano lançamento: 2006

      Direção: Donato Rotunno

      Roteiro: Peter Waddington (filme), Henry James (livro)

      Elenco: Leelee Sobieski (Anna Veigh), Tara Fitzgerald (Ms. Grose), Christian Olson (Miles), Gabrielle Adam (Flora), Graham Pountney (Sr. James), Jonathan Fox (Sr. Laing).

      Sinopse: O horror começa para a jovem Anna imediatamente após mudar-se para seu novo local de trabalho, numa pitoresca mansão. Ali, ela é a professora particular e deve preocupar-se com dois órfãos que guardam um segredo sombrio. Além dos boatos sobre eventos sobrenaturais com as crianças, Anna descobre pistas que a levarão a terríveis descobertas e consequências.

      Vou deixa claro que esse é um remake do filme Os Inocentes de 1961 e ambos são baseados no livro: A Volta do Parafuso de Henry James.
      O filme começa como qualquer outro, com um ar de suspense sobre o que realmente esta acontecendo com as crianças e o local onde vivem. O cenário onde se passa o filme foi muito bem escolhido, uma mansão perto do campo com um lago próximo e o que ficou muito bom para a trama principalmente nas partes onde se ouvem vozes ou vêem imagens de pessoas mortas. O elenco não conta com ninguém de peso, contendo apenas Leelee Sobieski (devem lembrar dela do filme A Casa de Vidro) com mais fama. Atuação dela e dos demais participantes não é nada a ponto de se dizer "que extraordinário, melhor impossível" mas também não é de se jogar fora, fazem seus trabalhos e nada acrescentar nessa parte. Como todo filme de terror ou suspense, se tem que existir uma música para deixar "a coisa" com um clima mais arrepiante, não acontece exatamente isso, as melodias de fundo não se encaixam bem para os temas apresentados nos momentos das cenas, o que acaba desanimando um pouco as partes dos sustos. A história em si do filme é muito boa mesmo, só que não se é explicada quase nada e ficam muitos vazios do tipo: será paranormalidade ou apenas imaginação da personagem??, isso é uma pergunta que se é feito ao decorrer do filme todo, pois os fatos não são bem explicados e você fica bem confuso com as situações. Sem falar do final que não tem nada a ver com nada e embola ainda mais a história inicial. Dizem que o livro também conta com o mesmo final, sem nexo e inexplicável (não li mas parece que é verdade pelo que procurei). Se for ver por esse lado então o filme foi bem fiel ao livro, porém mesmo assim não se tem algo aceitável para o término de um filme. No final é um filme mediano e para se assistir num dia de chuva quando não se tem nada para fazer.
      • Prós: cenários apropriados.
      • Contras: Sem um desfecho definido.
      • Onde assistir: tv fechada ou dvd.
      • Avaliação: boneco avaliação