Torchlight (PC)


Gênero: RPG, ação

Ano de lançamento: out 2009

Desenvolvedor: Runic Games

Destribuidor: Perfect World Entertainment

Descrição: No mundo de Torchlight existe um metal com grande propriedade mágica chamada Ember. É através do estudo desse material que grande parte da magia e dos itens mágicos foi criada.
Foi descoberto que a pequena cidade de Torchlight possuía uma enorme quantidade desse material, rapidamente o vilarejo se tornou praticamente um grande campo de mineração e exploração, a medida de muitos aventureiros chegam atrás do material.
Porém, por causa de seus grandes poderes, o Ember acaba corrompendo várias pessoas.
Cabe a você, um aventureiro iniciante e recém chegado a descobrir o que está havendo com o pequeno vilarejo. À medida que você avança descobre que toda essa corrupção é causada por uma pessoa, ou uma entidade, e que cabe a você descobrir quem está por trás disso tudo e por um fim.

-Um jogo "simples" mas que agrada a todos...

Começo destacando a qualidade gráfica que é no estilo cartoon e com excelentes acabamentos principalmente quando assunto é iluminação dos cenários e reflexos, o melhor é que no final isso não exige nenhum pc potente para rodar o game.

Com muitas fases (cavernas, calabouços, rochedos,....) e algumas bastante semelhantes como no caso das cavernas mas que vão modificando de acordo com o aumento do level e todas sendo riquísimas em detalhes, só não gostei porque existe apenas 1 cidade (que começa) para pegar quests, comprar item, etc.

O jogo apresenta somente 3 classes (guerreiro, mago e ladra) mas devido a ter bastante skills e elas serem diferenciadas se consegue equilibrar quanto a esse quesito porque você consegue fazer vários tipos de build indepedente da personagem que escolha, além que ainda conta com um animal de estimação (cachorro ou gato) que se escolhe no início do game para te ajudar. Acho maneiro complementar quanto a esse animal de estimação que ele tanto serve para da apoio para eliminar os inimigos quanto também se é útil para segurar itens com ele (é como se ele tivesse um inventário só dele), para facilitar sua vida e não ter que volta toda hora na cidade para ir num npc ter que vender os itens por gold, você simplemente pode enviar seu animal com os itens para venda, que depois de algum tempo ele retorna com seu gold e ainda é possivel customizar ele colocando mágias e acessórios (anel, colar) para deixá-lo mais forte. Existe também um item (peixes) que você compra ou captura durante o game e eles são usados pra transformar seu animal em outros monstros, como por exemplo virar um golem de fogo ou uma aranha gigante, com suas habilidades e fraquezas durante um determinado tempo e depois voltando ao normal.

Quanto a jogabilidade, não apresenta nenhuma caracteristica inovadora e sendo baseada praticamente no mouse para se movimentar e atacar, usando teclado para abrir abas com informações do char, skills, atalhos e outros.

Outro ponto forte são as infinitas armas e equips que se tem a disposição para escolher (pistolas, cajados, machados, espadas, capuz, armadura, muitos outros) e com muitas variações físicas e estatisticamente, além de pode incrementar nelas outros elementos como fogo, gelo, etc. Diferentes de outros jogos, elas não são nada dificeis de se adquirir, podendo ser dropadas a qualquer instante quando se mata um monstro ou até mesmo compradas nos npc (sem nenhum preço exagerado).

O quesito mais fraco é o som pois é muito sem detalhes e repetitivo, principalmente quando se usa alguma magia que fica batendo nas paredes toda hora e você escutando sempre o mesmo barulho ou então no máximo com um acréscimo de algo quebrando ou gritinho de algum inimigo sendo atingido.

O desafio não é nada complicado, seu personagem é quase imortal e suas chances de morre é nenhuma (a não ser que jogue muito mal mesmo) e com o auxílio do seu animal isso deixa mais fácil ainda suas missões. Contando com IA (inteligência artificial) boa e que não fica travada em qualquer canto ou parada olhando pra você, deixa ainda mais animado o game.

Torchlight é um game divertido e bem familiar com o Diablo (devido a ter integrantes que trabalharam também nesse game), para quem curti ele ou jogos de rpg concerteza não pode deixar de experimentar este.

  • Prós: tudo acima, bem leve para rodar no pc e não utrapassa 1gb o instalador (coisa rara pra jogos da nova geração).
  • Contras: som nada envolvente.

Ilha do Medo (Shutter Insland)


Gênero: Investigação, policial, suspense

Ano de lançamento: 2010

Diretor: Martin Scorsese

Roteiro: Laeta Kalogridis

Elenco: Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels), Mark Ruffalo (Chuck Aule), Ben Kingsley (Dr. Cawley), Max von Sydow (Dr. Naehring), Michelle Williams (Dolores Chanal)

Sinopse: Adaptação do romance escrito por Dennis Lehane cuja história, ambientada em 1954, mostra o detetive Teddy Daniels investigando o desaparecimento de uma assassina que fugiu de um hospital psiquiátrico e está supostamente foragida na remota Shutter Island.

- O filme começa como qualquer outro, dando uma idéia bem básica do que acontece no local do crime. A estória vai sendo contada aos poucos e por diferentes personagens que aparecem no decorrer da trama, mas tudo de forma organizada e bem destribuída dando uma impressão de que tem algo suspeito naquele lugar e com as pessoas que convivem nele. 

O local onde se passa o filme também foi de excelente escolha devido a se encaixar perfeitamente no contesto da estória, principalmente quando se fala que pode ter alguem escondido em algum canto da ilha nas partes rochosas de díficil acesso, sem mencionar a floresta, mar e contruções que também adicionam um clima de maior suspense. 

A atuação do DiCaprio sem dúvida é outro ponto forte do filme, ele consegue se adaptar muito bem no papel do detetive que faz e demonstrando uma qualidade inegavel, com destaque quando fica intrigado com algo ou que saber mais sobre o assunto. 

Teve 2 partes do filme que me chamaram bastante atenção, 1ª delas foi as cenas rodadas dentro do prédio onde ficariam os presos mais loucos de todos, um local bem sombrio e que consegue da um pouco de susto (ficaria perfeito esse lugar pra um filme do Batman Asilo Arkham), se fosse utilizado outros lugares como este, o filme ficaria muito mais pro lado de terror do que apenas suspense/investigação e a 2ª coisa seria os sonhos do detetive Daniels (DiCaprio), eles enrolam bastante nisso não tendo tanta importância em certos trechos e algumas destas mesmas cenas quando existe sangue nos personagens não ficou muito bem feito, porque parece que alguem pegou guache vermelho e saiu pintando eles de qualquer jeito. 

Passando disso, quase próximo do final do filme se da uma reviravolta completa na estória, tudo que se havia visto não passava de mera imaginação e apartir daí começam a recontar realmente como são os fatos dando mais outra boa parte para conversas afim de esclarecer o que tinha acontecido na verdade e acaba ficando meio parado, devido a não ter ação, suspense ou investigação. Dessa parte em diante embora estória tenha sido muito boa, acaba virando um tédio porque demora demais e não tem mais nenhum aspecto visto no início do filme. 

Concluindo, é um excelente filme mas enrola um pouco na parte final e recomendo apenas para aqueles que gostam do gênero investigação ou que não liguem de assistir um com mais de 2h de duração.

  • Prós: ótima estória.
  • Contras: maquiagem mal feitas e enrolação final.
  • Avaliação: boneco avaliação

Hulk vs Wolverine - Animação


Gênero: animação

Ano de lançamento: 2009

Diretor: Sam Liu, Frank Paur

Roteiro: Craig Kyle, Christopher Yost

Sinopse: O Incrível Hulk tem deixado um rastro de destruição na zona rural canadense. Ele tem que ser detido, e só existe um homem para o trabalho. Ele é o melhor no que faz, mas não é muito agradável. Ele é Wolverine, agente de elite do Departamento Secreto H do Canadá, Wolverine irá seguir o rastro de Hulk com um único objetivo: parar o Monstro Verde a todo o custo.

-Sempre gostei de filmes baseados em hq e como não existe muitos mas em sua maioria são bons, esse ai também faz parte deles...
A animação conta com desenhos no estilo ocidental como de costume e que não diferem muito das hqs. A estória é apenas superficial para pode dar um principio para a porradaria total constante em quase todo o filme descartando explicações detalhadas. É muito bom ver o Wolverine usando o tradicional/clássico traje dele (aquele amarelo e preto) mesmo contendo uns pequenos detalhes extras porém quase imperceptíveis (afinal todo desenhista que deixa sua marca é claro) e o Hulk apenas com aquelas frases minusculas e nada inteligentes do tipo: Hulk esmaga homenzinhos. Além dos 2 conta com mais outros 5 personagens que são: Professor, Deadpool, Dentes de Sabre, Omega Vermelho e Lady Letal formando o Time X. O mais incrivel é que ninguem conseguiu deter o Hulk em nenhum momento, nem sequer quando estavam em grupo também e nisso só via uns voando longe (teve uma hora que o Logan foi parar quase na Lua uauhahua) e outros sendo arremesados para tudo que é lado. E como todos tem o fator de cura, então mesmo depois de apanharem sempre voltam para tentar deter o verdão, que por sinal deixava ele mais nervoso (principalmente quando arranhavam ele) e apanhavam ainda mais. E para completar essa saga de porradas ainda tinham que aguentar o Deadpool com seu humor muito engraçado, dando para tirar uns risos em boa partes das cenas que ele aparece (até mesmo quando era surrado aahuuha). No final não se tem um desfecho definido, afinal também nunca ninguém venceu ou perdeu nas hqs deles. Só não gostei da dublagem brasileira, para mim nenhuma voz caiu bem em personagem nenhum e já na americana o que dubla o Hulk tem horas que parece que o cara ta engasgado pois não da para entender bem o que se é dito. Mas não deixa de ser um prato cheio para os fãs de hqs da marvel.

  • Prós: cenas e mais cenas de lutas e humor hilário do Deadpool.
  • Contra: pouco detalhe na estória e curta duração da animação.
  • Onde assistir: em dvd.
  • Avaliação: boneco avaliação

Love Hina


Criador: Ken Akamatsu

Sinopse: Conta uma história de Keitaro Urashima, um estudante que quando pequeno fez uma promessa para uma garota dizendo que entrariam na Universidade de Tokyo (Toudai) juntos e lá viveriam felizes para sempre. Alguns anos se passaram, Keitaro cresceu, porém, ele não conseguiu passar no vestibular para ingressar na Toudai ( duas vezes) e devido a algumas divergências com seus pais se devia ou não continuar tentando é expulso de casa e decide procurar abrigo na hospedaria da avó ( a pensão hinata), porem mal sabe ele que se tornou um dormitório feminino, e é ai que as confusões tem inicio.

- Quando comecei a ler Love Hina não sabia bem o que esperar, foi um dos primeiros mangás que ouvi falar (isso quando ainda nem conhecia o que era direito). Sabia que havia um, mas nada alem disso. O pior é que depois de um tempo ele foi deixando de ser novidade e passou a ser um daqueles mangás que muitas pessoas usam como referencia mas realmente poucos lêem (eu mesmo não teria feito isso se minha irmã não tivesse adquirido as edições recentemente),bem vamos a analise: Uma das primeiras coisas que as pessoas pensam quando vêem as capas de Love Hina é que se trata de um manga beirando o Hentai (na verdade elas não entendem o que é verdadeiramente o Hentai ), porém isso não podia estar mais longe da verdade, claro que possui algumas cenas, digamos assim picantes, mas nada que seja uma nudez explicita, ultrapassando o limite. Até entendo o porque dessa surpresa na época, mas hoje com muitos mangás que ultrapassam (e alguns extrapolaram o limite), ele pode ser considerado no máximo um Ecchi leve. Quanto a história, ele segue a linha da típica comedia romântica, onde o protagonista se apaixona por uma garota que no começo o odeia e depois, pouco a pouco, vai gostando dele. Até ai nenhuma novidade (se fosse só isso seria extremamente desapontador), porém no caso de Love Hina, o autor não limita a história apenas nesses dois personagens e na dupla de amigos que cada um tem para dar conselhos (tipico do gênero), ele ambienta o enredo em uma pensão feminina e é ai que a história ganha o seu diferencial, com varias personagens, cada uma com sua própria historia, objetivo e dificuldade. Essas garotas com as quais Keitaro passa a conviver, sem duvida, são um grande destaque, pois podem fazer qualquer um ficar de queixo caído e com certeza você vai se identificar com alguma delas no decorrer da serie que conforme vai se passando, mostra uma evolução na relação de Keitaro com elas. As pitadas de comédia estão presentes em todas as edições, são bons exemplos disso: Keitaro, aquele tipico desastrado que mesmo quando tenta fazer o certo acaba nas piores situações possíveis e levando a culpa de tudo (seja ele culpado de verdade ou não); Naru que não fica muito atrás, sofrendo sempre "acidentes infelizes" (muitas vezes protagonizados em conjunto com Keitaro); Kaolla com suas invenções loucas e sua falta de conhecimento sobre praticamente tudo. Porém um ponto negativo é a perda de noção que a história vai apresentando, principalmente em suas edições finais, um pouco desapontadoras (mais tarde descobri que isso ocorreu porque o autor não pode acabar a série no momento que queria, devido a fama, teve que alongá-la). O desenho é ótimo, as garotas assim como o cenário são muito bem trabalhados e isso se mantém constante por toda a série. Um outro destaque, meio difícil de explicar, são os diálogos secundários: diversas vezes quando acontece um dialogo principal, há um outro na parte de trás do quadrinho com uma tiradinha de comédia. Esse detalhe pode parecer pequeno, mas ajuda muito na hora de trazer uma risada a mais ou um outro lado da historia. Enfim é isso tudo e mais um pouco que faz de Love Hina um dos melhores mangás de todos os tempo e uma das minhas recomendações.

  • Pros: Uma leitura relaxante que, sem duvida, rende boas risadas.
  • Contras: A historia perde um pouco a objetividade e a proposta inicial.
  • Onde Encontrar: Infelizmente a JBC não vai republica-la, pode procurar em Sebos ou lojas especializadas em mangás, disponibilizarei links para download e para a leitura online em breve.
  • Avaliação: boneco avaliação

Como conservar seu gibi/hq/mangá


Estava procurando sobre esse assunto e achei alguns resultados interessantes e estou postando aqui também as maneiras de como proceder para guardá-los sãos e salvos. Editei algumas partes mas mantive os créditos no final...


- Evitar lugares fechados, úmidos, ou expostos diretamente ao sol, pois os locais fechados e úmidos são propícios à formação de fungos (mofo) e a exposição direta à luz solar enfraquece o papel acelerando seu envelhecimento e desbota as cores impressas.

- Estantes de madeira: Mesmo as de madeira maciça são pontos de formação e proliferação de cupins e traças, o uso de prateleiras de madeira exige um grande cuidado vigiando atentamente as suas condições e mantendo-a sempre limpa e encerada, sempre que necessário reforce a aplicação de verniz, mantenha-a sempre afastada da parede.

- Guarda roupa: Esse é um dos piores locais para se armazenar papel devido a dificuladade de manutenção, ambiente propício a formação de traças e mofo (principalmente em armários embutidos cuja parede abrigue tubulações de água).

- Caixas de papelão: São como as prateleiras de madeira, para terem eficiência, os cuidados deverão ser redobrados, tais como: as revistas não podem ficar socadas dentro das caixas, a compactação do papel dentro da caixa facilita o trabalho das traças, as caixas devem ser bem vedadas para evitar a entrada de poeira e insetos, ficar afastadas da parede e do chão, serem constantemente limpas e ter o seu interior vistoriado, as caixas de papelão tem a vantagem de serem porosas permitindo que o papel armazenado em seu interior "respire".

- Prateleiras de aço: São as mais recomendadas pelo fator custo-benefício, são leves, fáceis de montar, não armazenam umidade, não permitem a formação de fungos, são ventiladas e fáceis de limpar. Assim como as prateleiras de madeiras as de aço também devem ficar afastadas da parede. Observe o local onde as prateleiras vão ficar, para evitar a luz solar.

- Plásticos: Embalar as revistas em sacos plásticos e veda-los, gera a errônea idéia de conservação perfeita do papel, o plástico apenas vai evitar que se entre poeira e insetos, mas vai impedir o papel de "respirar" gerando dentro do plástico um microclima desfavorável a conservação do papel em médio-longo prazo, para que o plástico tenha a devida eficiência recomenda-se que a cada 3 meses ele seja aberto e a revista folheada para "renovar" o ar e impedir a formação do microclima, essa manutenção pode consumir muito tempo quando a coleção alcança um grande volume de edições embaladas, além da facilidade do plástico se romper ao retirar o durex ou adesivo usado para vedar a embalagem, neste caso prefira o uso de "fita mágica" ao invés do durex comum, pois este com o tempo se torna amarelo, seco e quebradiço perdendo a sua eficiência. Recomendasse usar saco plástico polipropileno (PP), pois tem maior durabilidade e qualidade.

- Caixas plásticas tipo "tupperware": São mais eficientes e práticas que as caixas de papelão, fáceis de armazenar. Mas devem ser abertas a cada 3 meses retirando as revistas e recolocando-as para renovar o ar. Uma desvantagem das embalagens plásticas é que elas não tem longa vida útil, pois com o passar do tempo podem se tornar frágeis e quebradiças, o primeiro sinal disso é quando o plástico se torna opaco e levemente amarelado, ao chegar nesse ponto recomenda-se a substituição da caixa, deve-se tambem evitar a luz solar pois esta acelera o processo de envelhecimento do plástico.

- Dicas:

- Retirar a poeira das revistas é o menor dos trabalhos de conservação e pode ser feito a cada 2 dias dependendo do índice de poluição onde o colecionador mora (avenidas movimentadas, fábricas, siderúgicas, estações ferroviarias e metroviárias, centros urbanos e industriais são locais de alta incidência de poeira na atmosfera). Nunca "bata a poeira" pois assim você ao invés de limpar estará compactando a poeira no papel e fazendo com que ela penetre entre as páginas das revistas, use um bom espanador ou uma flanela limpa, tenha sempre o cuidado de limpar atrás da prateleira.

- Os grampos que prendem as páginas só enferrujarão em duas situações: umidade e maresia, para quem mora em cidades litorâneas é recomendado que se retire os grampos das revistas para evitar a formação do ferrugem.

- Encadernar as revistas tem um efeito esteticamente bonito mas pouco recomendável, pois não colabora efetivamente na conservação da revista além de desvaloriza-la caso queira vender o volume encadernado no futuro.

- Evite colocar as revistas deitadas para que não fiquem "empenadas", se a necessidade de guarda-las desta forma for imprescindível, alterne a posição de cada revista (uma em posiçao normal e a outra de cabeça-para-baixo sucessivamente). Ao guarda-las em pé a cada 30 cm coloque uma chapa de eucatex ou uma edição de capa dura, para ajudar as revistas a ficarem firmes sem se curvar.

- Naftalina e anti-mofo: Encontrados em praticamente todos os supermercados a preços bem acessíveis, a naftalina colocada em caixas (principalmente nas de papelão) ajuda a combater a traça e outros insetos, porém após um período a naftalina se volotaliza com o ar, sendo necessário que seja reposta, sendo bastante eficiente porém tem um incoveniente: a revista fica impregnada com o cheiro da naftalina, se o colecionador não se importar com o cheiro, use-a a vontade.

Existe um modo de utilizar a naftalina sem defumar as revistas, embrulhe as revistas em papel Kraft, dividindo em pequenos lotes, lacre bem com fita adesiva e coloque na caixa juntamente com a naftalina, desse modo as revistas ficam protegidas e não se contaminam com o cheiro, porém o incoveniente é de que vc terá de etiquetar cada pacote com a relação do conteúdo, e cada vez que vc quiser ler alguma dessas revistas, será exigido o trabalho de desfazer o pacote e refaze-lo posteriormente. Não utilize plásticos pelos motivos acima descritos, utilize o papel para embalar as revistas.

O anti-mofo ou desumidificador é altamente recomendado para armários fechados e guarda-roupas, pois ele minimiza com grande eficiência o surgimento de fungos, porém, assim como a naftalina, o seu tempo útil de uso é limitado, o que exige uma reposição periódica. Na internet pode-se encontrar receitas caseiras para fabricação de desumidificadores.

- Manuseio: Esteja sempre com as mãos limpas ao manusear suas revistas, a pele das mãos é bastante oleosa e se estiver suja pode marcar as páginas, portanto tenha cuidado ao exercer o hábito de comer lendo. Muitas revistas por terem uma má qualidade de impressão nas capas, acabam ficando marcadas pelos dedos quando seguras por algum tempo, neste caso use uma mesa de leitura como apoio para evitar esse incoveniente, pois existem edições que chegam literalmente a soltar a tinta e borrar. Fique atento também quanto aos líquidos, papel e água (suco, refrigerante, leite, etc..) não combinam de forma nenhuma.

Evite dobrar a revista para trás durante a leitura, isso "empena" a revista, estraga a lombada e solta as folhas, sejam estas coladas o grampeadas, o mesmo vale para quem deixa a revista aberta com a lombada voltada para cima.
Ao interromper a leitura não dobrar a quina da página para indicar o ponto de leitura, isso marca o papel, para tal tarefa utilize um marcador de páginas.

- Remoção etiquetas preços: Para remover as indesejáveis etiquetas de preço da capa das revistas (normalmente as compradas em sebos): use uma esponja levemente molhada, molhe seu dedo e tire o excesso de água. Depois esfregue levemente o dedo molhado na etiqueta até a etiqueta esfarelar. Só tome cuidado para não danifica a revista. Para tirar a cola que ainda vai ficar na capa, basta repetir o processo que fez para retirar a etiqueta, mas com muito mais cuidado. Quando as etiquetas vierem com durex, primeiro tire o durex, molhando as bordas do durex com o dedo levemente úmido. Depois de tirar o durex, repita o processo anterior para tirar a cola.

- Reparo: Caso queira remendar aquela edição antiga que você acabou de comprar, mas não estava em um bom estado de conservação, nunca aplique durex sobre parte alguma da revista nem utilize clipes para fixar páginas. O durex, com o tempo perde a resina colante e escurece a parte colada e os clipes enferrujam, manchando as páginas. O melhor é usar uma cola líquida.

Fonte:
hqmemoria.blogspot.com
ofardodeopinar.net
Comic Book Overstreet

Ida ao Detran (ou como gostaria de chamar "Uma viagem a terra sombria do Sistema Publico")

Ida ao Detran (ou como gostaria de chamar "Uma viagem a terra sombria do Sistema Publico")

Achei esse texto perdido em um dos meus cadernos. Escrevi ele a cerca de um ano para ser postado aqui no FO e não me lembro
porque não o fiz.Ele narra minha ida ao Detran para renovar a carteira de identidade e algumas reflexões que
tive no processo. Fiz algumas adaptações e correções nele. Então sem mais enrolação vamos ao texto:

Á alguns dias atrás,numa tarde calma, sai para ir ao Detran,a missão era renovar minha carteira de identidade já que recentemente fiz 18 anos. Peguei o busão e com relativa tranquilidade cheguei ao shopping onde se encontrava o dito cujo, entrei e comecei a procurar (não me lembrava bem onde era porque raramente passo próximo a ele), Subi as escadas e um poucoa frente vi uma aglomeração, na hora pensei: "Por favor não seja o Detran".Conforme ia andando, mantinha a minha fé, mas a verdade era inegável,lá estava o Detran. Agora tentem imaginar a seguinte cena: Vinte pessoas ou talvez um pouco mais formavam uma fila na parte de fora,la dentro estava entulhado de gente (a maioria em pé) e logo ao lado da fila externa tinham dois funcionários do Detran batendo papo e bebendo cafe, deviam estar na famosa "pausa para o cafezinho",afinal atender as pessoas que estavam lá,como pude ver mais tarde, era a ultima das prioridades.Agi Como todo bom Brasileiro e entrei na primeira fila, presumindo ser a certa,todos que já ficaram em alguma fila sabem que quando se fica bastante tempo nela você começa a observar as coisas ao redor: as pessoas, o lugar e etc, tudo para sair da monotonia. A primeira coisa que me chamou atenção foram vários papeis colados em praticamente todos os vidros que diziam mais ou menos o seguinte: A pena para desacato de um funcionário do estado é de dez anos de prisão.Imediatamente pensei em qual seria o objetivo de ressaltar essa lei tão obscura (mais tarde entendi o porque). Fui interrompido um pouco depois, quando as duas mulheres na minha frente começaram a falar um pouco mais alto, atraindo minha atenção.Para resumir a conversa das duas, uma estava tentando convencer a outra de que ela estava na fila certa, esse papo demorou cerca de dois minutos até que uma terceira mulher resolveu se juntar ao papo, detalhe ela estava na fila por um motivo completamente diferente das outras duas.Foi nessa hora que decidi não esperar a quarta pessoa se manifestar,entrei para me informar melhor. Me dirigi ao que mais tarde descobri ser uma espécie de triagem do Detran e perguntei onde e quais eram os requisitos para se renovar uma carteira de identidade, o funcionário, que estava falando com um amigo (talvez também do Detran), sem me responder diretamente,apontou uma fila de cadeiras ao meu lado. Pelo menos não vou ficar em pé-pensei,doce ilusão,as cadeiras estavam todas ocupadas, fiquei em pé numa fila de cerca de dezesseis pessoas, todas sentadas (pelo menos dessa vez sabia ser a fila certa). Ao contrário da primeira fila, nessa ninguém batia papo, todos,sem exceção, ficavam olhando para os guichés de atendimento.Logo minha sorte mudou quando a fila andou e vagou uma cadeira. Confesso que nessa espera não me entreguei a minha imaginação, mas sim, a um verdadeiro devaneio: primeiro sobre as pessoas lá fora, sera que já tinham se informado ou continuavam naquela fila sem proposito?; pensei também no desconforto que eram aquelas cadeiras e então comecei a teorizar sobre sistema de atendimento ao publico como um todo (mas minhas teorias vão ficar para o final,pois essa historia ainda não acabou). Depois de cerca de trinta á quarenta minutos de espera, descobri que essa não era a fila para o atendimento, mas sim para a foto. Tinha uma outra fila a frente e essa sim era para o atendimento. A parte da foto foi tranquila (isso achava antes de ir pegar a foto e ver a besteira feita pela mulher). No atendimento que a coisa complicou um pouco,logo apos confirmar meus dados cadastrais, a funcionaria pegou minha mão e colocou na maquina que lê digitais (sim essa tecnologia finalmente chegou no Brasil, não precisamos mais de tinta e papel), mas seria um pouco mais interessante se ela funciona-se,foram necessárias umas vinte tentativas (e milhares de outras reclamações da atendente) para a maquina conseguir ler minhas digitais. Depois disso para a fila de novo (dessa vez foram apenas trinta minutos de espera) para assinar o protocolo duas vezes e sair com um papel assinalando o dia da minha volta. Agora vamos a contagem final, demorei de duas a três horas, para tirar uma foto, escanear minhas digitais e assinar um papel, não seria mais fácil informar as pessoas que seria necessário levar uma foto (isso já ajudaria muito no tempo), aumentar o numero de guichés, assim como o de funcionários, treinando eles e exigindo um bom trabalho (logicamente fiscalizando se este realmente estão fazendo isso). Mas isso já é pedir de mais, afinal isso exigiria um comprometimento das pessoas, funcionários e todos que estivessem envolvidos no processo sem que esses não criassem complicações sem importância, o seja algo impossível e sem duvida um verdadeiro devaneio.

Durarara!! (DRRR!! / Dullalala!!)


Gênero: Ação, Vida Escolar, Seinen, Violência

Ano de lançamento: jan/ 2010

Estúdio: Brain's Base

Direção: Takahiro Omori

Sinopse: A história gira em torno de um elenco de gangs punks que se enfrentam pelas ruas de Ikebukuro, um distrito de Tóquio, mas que andam com medo de uma lenda urbana. Dullahan o espírito sem cabeça, que com uma moto preta sem faróis ou barulho de motor anda pelas ruas de Ikebukuro aterrorizando os gangsters. Ryuugamine Mikado é um jovem colegial que procura seres bizarros, esquisitos, fantasmas desde que estejam fora dos padrões normais. Quando ele vai para Ikeburuko, começa uma caçada para encontrar a cabeça de Dullahan.

-Nunca tinha ouvido falar do mangá dele e por acaso comecei assistir ele desde o lançamento sem saber nada sobre ele, vamos lá...

Com relação aos episódios iniciais, se você observar bem vai parecer que é um anime de auto-ajuda para os jovens. A estória inicial gira em torno sobre quem é a cavaleira sem cabeça, porém isso é deixado de lado logo nos capítulos seguintes e fazem uma jogada interessante que é: no epis. X se fala só sobre a respeito de tal pessoa e já no epis. seguinte só aborda como tema a estória/vida de outra personagem e assim por diante (lógico que sem tirar completamente participação da personagem anterior), o que por sinal ficou muito bom, pois sempre as estórias irão se entrelaçar em algum momento mais para frente. 

Sobre personagens é difícil falar de todos porque são muitos, mas em maioria são tudo estudantes confusos que não sabem o que fazer da vida e vão descobrindo no decorrer do anime o que mais lhe agrada (eis um dos motivos de ser auto-ajuda). 

Gostei bastante de um estilo usado nele (só não sei como se chama), que é que quando tem muita gente em algum lugar, pra destacar somente as pessoas principais (ou que vai falar algo), colorem eles e os insignificantes deixam com um tom cinzado, já que maior parte dos cenários se passa na cidade grande com muitas pessoas andando, caiu muito bem essa forma.

Uma coisa que também achei bem bacana foi o fato de sempre usarem as tecnologias atuais para as personagens manterem contato uns com os outros, como por exemplo: chats via celular ou computador e que de fato ocorre mesmo bastante no Japão. 

São muitos tópicos que teria que dizer sobre o anime mas é muito complicado abordar todos, então assistam-no e tirem suas próprias conclusões. Por fim eu acho ele bom e um dos melhores lançados em 2010.

  • Prós: estória e músicas boas.
  • Contras: quantidade excessiva de personagens.
  • Avaliação: boneco avaliação

Jogos que Marcaram Época.


Todo mundo que cresceu tendo e/ou ainda tem um videogame sabe como é ter aquele jogo que você nunca vai esquecer por algum motivo: porque demorou muito tempo para comprar devido ao preço, porque eles eram difíceis, engraçados, traumáticos ou qualquer outra razão; Eles marcaram sua vida e estarão para sempre nas suas lembranças. Eu enquanto crescia e via, primeiro nas revista depois na internet, vários "Top 10" de jogos, sempre tive vontade de fazer o meu e agora que tenho esse espaço (digamos assim) porque não faze-lo, então sem mais delongas ai vai a minha lista de jogos que marcaram época (Quem sabe você não encontra um jogo que também marcou você nessa lista XP):

Vou dividir pela ordem dos videogames que tive, dentro disso vou selecionar três jogos mais marcantes e coloca-los na ordem, não liguem se eu divagar um pouco, faz parte kkkkkkk



Master System



Esse foi meu primeiro Videogame (na verdade tenho uma vaga lembrança de um Atari, mas isso é motivo de discussão por aqui até hoje, então vamos chama-lo de primeiro videogame que tive plena consciência de ter XP), passei horas e horas nele quando era menor, me divertindo com os jogos que alias eram todos originais, afinal naquela época os jogos tinham preços acessíveis e dava para ter vários cartuchos sem precisar pagar uma grana preta por isso (saudade daqueles tempos, se hoje ainda fosse assim...). Porém para minha surpresa na época o primeiro jogo não precisou de cartucho e por muito tempo foi o meu favorito sem opositores, já o segundo me marcou por não ter conseguido jogar muito bem (e também nunca ter desistido de tentar) e o terceiro foi simplesmente meu primeiro contato com jogos do estilo beat 'em ups, sem mais delongas vamos a eles:

Alex Kidd in Miracle World


Esse veio na memoria do próprio Master System e na minha opinião é um dos melhores jogos dele. Sem dúvida, foi o primeiro no qual me "viciei" e como era pequeno, sem coordenação motora, não fazia nada sem ajuda, então logo meus pais aprenderam a jogar também; meu pai tentava jogar um pouco mais logo desistia, já minha mãe sempre me ajudava por mais tempo e acabou gostando do jogo. Esta ai um dos motivos de ele ser sempre lembrado por mim, eu e minha mãe jogando videogame juntos (fato que não se repetiu com nenhum outro console ou jogo) é algo que não pode ser esquecido.


Pouca gente sabe (eu mesmo fui descobrir a pouco tempo) que Alex Kidd foi o primeiro mascote da Sega, só substituído quando perdeu em popularidade (junto com o próprio Master System) para o Sonic. O jogo é estilo Super Mario Bros
(porém com gráfico um pouco inferior, até pela diferença entre o super nintendo e o master system), com o jovem Alex usando o poder de seus punhos para quebrar pedras e derrotar seus inimigos em um tipico cenário para os jogos da época. O mais surpreendente é que muitos críticos ao compararem os dois jogos consideram Alex Kidd melhor, principalmente pelo grau de desafio. Um ponto legal nele, que lembro até hoje, são as "batalhas" contra os chefes que consistiam em uma melhor de três no clássico Jokenpo (pedra papel e tesoura, como você preferir chamar), os primeiros chefes tinham ordens de jogada pré-definidas, mas conforme ia passando de fase e os chefes iam ficando mais difíceis, as jogadas passavam a ser aleatórias e dependiam da sorte, lembrando que perdendo para o chefe, perdia uma vida e acabando todas as suas vidas o jogo começava do zero. Nem lembro quantas vezes perdi e quantas horas passei jogando, esse para mim permanecerá um eterno clássico.



Chuck Rock



Para ser sincero nunca tive esse jogo, mas durante bastante tempo foi o que mais aluguei na locadora (basicamente fim de semana sim e outro não). Me marcou bastante por ser o meu primeiro grande desafio no mundo dos videogames (digamos assim), pois nele encontrei um grau de dificuldade bem maior do que estava acostumado e travei na segunda fase, se bem me lembro nunca cheguei a virar o jogo. Na época eu nem conhecia o enredo, somente os elementos básicos como a trama se passar em um mundo pré-histórico com dinossauros,plantas e insetos gigantes e o personagem ser um homem das cavernas que atacava com barrigadas e com uma pedra que ele carregava. Só quando fiquei mais velho e fiz uma pesquisa consegui descobrir qual o objetivo e também fatos curiosos sobre o jogo; o objetivo era resgatar a mulher de Chuck, Ophelia que fora sequestrada por um Tiranossauro Rex e dentre todas as curiosidades a mais comédia para mim foi a dele ser guitarrista e vocalista de uma banda de rock juntamente com alguns outros homens da caverna e até um dinossauro.


Outra curiosidade interessante é que seu autor também foi responsável pela criação da musa dos videogames Lara Croft , esse foi seu primeiro grande sucesso nos videogames, rendeu uma revistinha em quadrinhos e até uma continuação no mesmo estilo em que você jogava com o filho dele (essa não sendo tão bem sucedida). Foi bem difícil me lembrar da época em que jogava ele e fiquei feliz ao descobrir que esse jogo foi muito apreciado, o que na minha opinião sem duvida merece, se um dia voltar a ter um master system com certeza esse vai ser um dos primeiros jogos que vou procurar.



Street of Rage


Um dos primeiros e mais famosos jogos do estilo beat 'em ups, coincidentemente foi o primeiro nesse estilo que joguei e ele se tornou responsável pelo meu vicio nesse gênero até hoje (aposto que o de muita gente também). Para aqueles que não conhecem esse estilo aqui vai uma breve explicação: você seleciona o personagem, assiste uma historia de pano de fundo (na maioria das vezes bem simples) e já é posto no round para abrir caminho por diversos mapas na base dos socos e chutes. O diferencial desse jogo é que antes não havia muitos do gênero e tudo isso era inovador, uma ideia que sem duvida deu muito certo, afinal quem nunca jogou esse ou outro jogo do mesmo estilo? Ele é o jogo perfeito para quando você não esta querendo uma trama complicada com grandes enigmas, mas sim de ter uma boa e velha pancadaria à moda antiga. Apesar de ter jogado esse primeiro no master system o melhor da série é, sem duvida, o segundo que joguei para super nintendo.


Muitos devem estar se perguntando, então porque ele não postou sobre o segundo jogo da série em vez do primeiro? Eu vou explicar, você esta lendo esse post sobre o primeiro jogo devido ao marco que foi (não só para mim, mas para a industria do videogame), apesar dos gráficos terem sido muito modificados para que pudessem se enquadrar nos padrões do master system e acabarem ficando ruins em muitos pontos. E também porque o primeiro jogo nesse estilo que eu joguei não podia passar sem uma menção aqui, afinal conhecer e já adorar o primeiro jogo foi a razão pela qual joguei o segundo. O jogo marca época por tudo que disse acima e ajudou muito a popularizar o estilo, vale a pena ser lembrado e se tiver chance gasto algumas horas do meu dia para joga-lo ate hoje.






Nintendo 64




Foi meu segundo videogame, e que bela mudança, vocês imaginam quando vi o gráfico do Nintendo 64, em comparação ao do bom e velho Master System, fiquei imediatamente fascinado por ele. Por já ter chegado a época dos jogos custando três dígitos, eu tive relativamente poucos jogos meus, a maioria era alugado, mas mesmo com esse porém eu gostei muito do que chamo a era no Nintendo 64. Passei bastante tempo jogando ele, grande parte deste no primeiro e no terceiro jogo abaixo, o segundo sem duvida é excelente, mas não da para jogar por muito tempo sozinho. Então vamos conhece-los:


The Legend of Zelda: Ocarina of Time



Esse jogo ficou famoso para outros consoles, mas eu só fui conhece-lo na versão para Nitendo 64,
na verdade foi um dos primeiros cartuchos que eu comprei, sem nenhuma informação sobre o jogo,
a não ser que o gênero era de aventura como as imagens da caixa deixavam claro. Nunca me arrependi
dessa compra meio as cegas porque o jogo foi simplesmente perfeito, até hoje se consagra como um dos
melhores de todos os tempos e figura na minha modesta lista dos melhores jogos. A primeira coisa que salta
aos olhos é o gráfico,com uma riqueza de detalhes impressionante para época que utiliza toda potência do Nitendo64 e a trilha sonora foi outra surpresa, pois combina perfeitamente com o cenário e muda de acordo com a situação em que o personagem se encontra, alem disso o jogador pode tocar várias melodias pré-definidas ou inventadas utilizando a Ocarina. Mas o que torna mesmo o jogo imprescindível é sua história inovadora (principalmente para mim que não estava acostumado a jogos tão longos) e rica com uma história principal bem definida,tarefas secundárias interessantes e mini games com as quais você pode se divertir e ganhar diversos prêmios.

Quanto ao aspecto técnico não a nada a se reclamar, a jogabilidade é excelente e você tem facilidade para se adaptar aos controles em diversas tarefas como: Lutar com espada e escudo, atirar com arco e flecha, cavalgar a Epona. Na primeira vez que joguei não entendi tanto da historia, devido a barreira da linguagem, o jogo era obviamente em inglês e eu quando pequeno não tinha muito conhecimento dessa linguá. Por isso perdi alguns elementos chaves e após derrotar o terceiro chefe (para mim o mais difícil de todos) me dirigi ao castelo pensando que o jogo estava para terminar,quando na verdade esse era apenas o inicio da segunda fase do jogo que era ainda maior que a primeira com novos objetivos e mais cenários a se explorar. O final também é ótimo e surpreendente, ate nos dias de hoje vale a pena jogar com certeza.






Mario Kart 64



Quem nunca jogou ou
pelo menos ouviu falar do bom e velho Mario Kart. Ele é o jogo ideal para reunir a galera e se divertir (alias essa característica é comum a maioria dos títulos do Mario), todos que tiveram o SNES ou o Nintendo 64 devem conhece-lo. Falando um pouco da versão para SNES, ela já apresenta um conceito inovador e divertido em relação a outros jogos de corrida, pois transmitia a competição para uma esfera mais, digamos assim, familiar e coloca novos elementos (como o conceito de pegar itens para lançar no oponente e ganhar a posição dele), sem falar na capacidade de se jogar com velhos conhecidos do publico. O jogo conquistou fãs imediatamente, fazendo a formula do Super Mario Kart ser um sucesso de vendas e até hoje ser o melhor do estilo na minha opinião.



Para a versão de Nintendo 64, acho que eles preferiram não modificar a já bem sucedida fórmula inicial. O que eles fizeram foi melhorar o jogo (pode parecer fácil, mas muitos falharam nisso) adicionando novos itens, personagens e pistas (nesta versão cada uma homenageava um personagem diferente e apresentava desafios específicos), também mudaram algumas coisas no conceito geral. A mudança mais inovadora de todas
foi, sem duvida, na IA do jogo agora mais desafiadora que a da primeira versão, inclusive os inimigos passaram a ter habilidade de lançar itens variados; porém a mudança mais bem vinda foi no modo multiplayer que agora poderia ser jogado em forma de campeonato completo, com oito jogadores (na falta de players a IA assume), isso tornou o jogo com os amigos uma coisa bem mais divertida. Até hoje se for reunir um grupo de amigos para jogar videogame, Mario Kart é diversão na certa.




Perfect Dark


Esse, se bem me lembro, ganhei de presente e só sabia que era um jogo de tiro acompanhado por um acessório do qual eu não entendia a finalidade: o Expansion Pak (hoje sei que acrescenta 4 MB na memoria Ram do Videogame). Conhecendo apenas isso esperava, pelo menos, um nível próximo do tão aclamado Goldeneye 007 (alias este era o único jogo de tiro que prestava para Nintendo 64). Após explorar o jogo percebi duas coisas: primeiro que ele era uma cópia descarada do 007 e segundo que ele tinha melhorado as falhas, explorando lados que o 007 não seguiu; vou falar mais sobre isso no decorrer da analise, mas agora vamos por partes. Começando com a historia do game que é bem legal e cheia de reviravoltas, as cutscenes são cheias de ação e algumas tem cenas bem engraçadas (apesar de deixar um pouco a desejar na parte gráfica). O modo single player apresenta 3 níveis de dificuldade, até ai tudo normal, mas o interessante é que conforme você aumenta a dificuldade, ocorre uma variação na quantidade de missões que você deve cumprir paralela a principal.


A principal inovação foi no modo multiplayer, com a adição de vários modos extras e dos Simulants (os populares bots), há vários níveis de dificuldade, são seis no total sendo eles meat, easy, normal, hard, perfect e dark: o meat era muito comédia apresentando reações pra lá de irracionais, o Perfect e Dark como o grau de dificuldade já diz eram quase impossíveis de se enfrentar, principalmente para players inexperientes. Havia também alguns com reações especiais pré definidas como o SpeedSim que tinha uma velocidade alucinante e o PeaceSim que andava sem armas e te desarmava na primeira oportunidade para depois sair andando A customização do seu próprio player e dos Simulants também é uma boa inovação, você podia selecionar dentre um grande numero de personagens jogáveis ou fazer um você mesmo, com parte de personagens já existentes (estes sendo a cabeça, o troco e os membros inferiores), então vocês devem imaginar as combinações ilarias que isso resultava. As fases eram ótimas e tinha a adição de duas já famosas e conhecidas pelos fãs de 007 que são a Facility e a Complex. Essas e outras inovações são responsáveis por tornar Perfect Dark o melhor jogo de tiro para Nintendo 64 e com certeza não faria feio frente a outros jogos de diferentes plataformas.




Playstation 1

Demorei bastante tempo para perceber a maravilha que era esse videogame e a superioridade dele frente a outros (só dos jogos virem em CD e serem novamente baratos já é e muito superior). Dos jogos que tive lembro de poucos, mas desses três listados aqui nunca vou esquecer, o primeiro marcou pelos bons momentos que passei jogando e pelo tempo que esperei para faze-lo, já o segundo marcou por ter conhecido meio que por acidente e se tornar um dos melhores jogos do gênero que já vi, o terceiro é na verdade uma surpresa para muitos, então sem mais delongas, vamos conhece-los:


Resident Evil 3: Nemesis




Quando eu era menor e ainda tinha pouca habilidade para jogar, assisti outra pessoa jogar os primeiros da saga RE e gostei bastante, porém só anos depois decidi realmente tentar sozinho, queria começar por um completamente novo, que eu nunca tivesse visto alguém jogar antes. Então comprei o terceiro (na época quase um lançamento) enquanto voltava do colégio e fui imediatamente jogar quando cheguei em casa, a animação inicial já me deixou com gostinho do que era realmente jogar Resident Evil. Passei praticamente o resto do dia na frente do PS1, só parei mesmo para jantar e dormir, no dia seguinte repeti a rotina e quando o sol já estava se pondo consegui terminar o jogo, depois de tanto tempo com os olhos grudados na tela, o sol parecia até mais vivo XD



Agora vamos falar um pouco do jogo, primeiro sobre o que ele tem em comum com outros jogos da serie. O esquema de câmeras e a jogabilidade sofreram mudanças minímas e seguem o padrão de sucesso da saga, as melhoras no gráfico também são minimas, porém com detalhes que contribuem para a atmosfera assustadora do jogo. As mudanças mais significativas, como sempre, ficam por conta da nova historia,
sem dúvida muito boa para envolver o jogador até o fim, apesar de pecar em alguns quesitos (principalmente se considerar o mapa da cidade e os poucos inimigos). E por conta dos inimigos que cumprem bem o seu papel, a maioria não apresenta muito desafio, porém outros compensam sendo bastante apelativos, o pior deles que empresta nome ao título, o Nêmesis; no modo normal ele chega a apresentar dificuldade, mas nada insuperável, porém no modo Hard ele simplesmente se torna exterminador, surgindo com sua bazuca após cada porta atravessada (o único lugar que se podia escapar dele era a sala de salve). Sem duvida um ótimo jogo que sempre vou lembrar.






Metal Gear Solid




Conheci esse jogo através do meu primo (que se teve saco deve ter lido esse post até aqui XP) e como no caso do RE, primeiro assisti para depois jogar sozinho. Mesmo apenas assistindo eu já gostava bastante das inovações, pela primeira vez vi um jogo em que você não deveria simplesmente sair atacando e destruindo tudo para passar pelos inimigos (fazer isso geralmente resultava em grande perda de energia e recursos), muito pelo contrario, é necessário raciocinar e usar suas habilidades furtivas para passar despercebido ou mata-los. Confesso que quando joguei pela primeira vez foi difícil me adaptar a isso (acho que qualquer jogador iniciante deve sentir o mesmo). Facilitaria se eu tivesse jogado antes o VR Disc, um outro jogo que vinha juntamente com o principal e continha um treinamento em realidade virtual, mostrando como se adaptar aos comandos, ao radar, as armas e incluindo alguns mini games com enigmas bem divertidos que valem a pena jogar até depois do jogo principal (o que acabei fazendo). Bom vamos falar um pouco do esquema do jogo e dos equipamentos que possibilitam as ações furtivas:
A câmera é um desses fatores pois mostra sempre o melhor ângulo para a visualização do cenário; o radar mostra onde estão e qual é o alcance do inimigo, facilitando assim o calculo da sua próxima ação; a caixa de papelão (que mais tarde veio a se tornar uma marca da serie) é outro item indispensável, se escondendo dentro dela você se disfarça perfeitamente, mas se o inimigo vir ela no meio do caminho ou se movendo, ele vai averiguar e seu disfarce estará perdido. Quando você é detectado, os inimigos entram no modo de alerta e a área recebe reforços de vigilância, deixando o jogador com duas opções, combate direto ou tentar se esconder novamente, a primeira opção é inviável (os soldados não param de vir, e seus suprimentos não são infinitos), então se esconder é a melhor escolha. Em caso de sucesso, os inimigos passarão para o modo de evasão, em que os guardas extras serão chamados de volta, porém os da área permanecem de olho, em seguida tudo volta ao normal. As armas são ótimas e semelhante as reais devido a riqueza dos detalhes. A inteligencia artificial é um pouco limitada e repetitiva (no caso dos soldados), mesmo assim é um grande desafio aos jogadores (principalmente para os menos experientes) e em algumas partes do jogo, os inimigos ficam mais inteligentes. Os chefes são um caso a parte e o nível de dificuldade deles varia bastante conforme seu nível de jogo e as armas com as quais aprendeu a jogar (escrevendo assim parece estranho, mas quem jogou vai entender). Essa produção e as horas de jogo necessárias para virar seriam sem sentido, se a história não fosse bem desenvolvida, mas felizmente isso não acontece, a historia do jogo é uma das melhores que já vi com intrigas e reviravoltas dignas de um filme (alias muitos defendem que Metal Gear realmente deveria virar um ) que, sem duvida, prendem a atenção do começo ao fim. Um dos melhores jogos para mim seja qual for a plataforma.



Monster Rancher Hop-a-Bout



Vamos terminar esse post com um jogo bem leve, originalmente queria terminar com Silent Hill, mas mudei de ideia no decorrer do processo e decidi terminar mais descontraído. Comprei esse jogo por engano, quando procurava o estilo RPG ou o Card game que a série também tinha, no começo fiquei decepcionado com ele, pois como vocês podem ver pela capa, se trata de um jogo de pula pula, isso mesmo, pula pula. Você seleciona um personagem, cada um com suas características próprias e começa a fase pulando em uma especie de pista voadora, no decorrer da pista há vários blocos, alguns com bônus (principalmente em pontos) ou coisas que te ajudam a prosseguir e outros com armadilhas (bombas e setinhas que possibilitam um pulo mais alto são bons exemplos). No começo larguei imediatamente ele de mão devido a minha frustração, mas numa dessas tardes de domingo, sem nada para fazer, acabei testando ele e descobri que depois de um tempo, o jogo se torna bem divertido.


O jogo utiliza uma fórmula simples, você seleciona o personagem e vai passando de fase
. O que inicialmente parece monótono, vai se tornando interessante com o passar das fases, pois elas aumentam em tamanho e dificuldade até que se torna praticamente impossível conseguir completar sem cair. Outra coisa bem interessante é o numero de níveis, praticamente infinito. O modo multiplayer é ótimo para se divertir nos desafios com seus amigos Outro ótimo ponto é a possibilidade de criar seus próprios mapas, o que na maioria dos jogos é só um detalhe a mais, esse acerta em cheio com essa opção que ajuda a prolongar a diversão, sem muito mais o que falar, esse jogo é perfeito para aqueles que querem uma diversão descompromissada.



Bem galera esse é o fim do post, acabou ficando um pouco mais longo do que eu esperava, porém em compensação não deixei faltar nada. Mesmo existindo outros jogos que mereciam ser mencionados, se eu fosse colocar tudo aqui ficaria interminável e não é esse o objetivo, mas podem deixar que no futuro vou fazer mais posts como esse e coloco o resto lá.

Agradeço a todos que leram

Ate +

A Caverna (The Cave)


Gênero: Suspense, terror

Ano de lançamento: 2005

Diretor: Bruce Hunt

Roteiro: Michael Steinberg e Tegan West

Elenco: Morris Chestnut (Buchanan), Eddie Cibrian (Tyler), Kieran Darcy-Smith (Vince Strode), Cole Hauser (Jack), Lena Headey (Katherine), Marcel Iures (Dr. Nicolai), Daniel Dae, Kim (Alex Kim), Piper Perabo (Charlie), Rick Ravanello (Phillip Briggs), Brian Steele (Creature).

Sinopse: Há alguns anos atrás, alguns exploradores nas montanhas da Roménia descobriram uma entrada para um sistema de cavernas localizado numa antiga igreja em ruínas, as coisas não correm bem e o local acaba por desmoronar todo, e eles acabam por ficar subterrados nesse mesmo sistema de cavernas, onde vivem criaturas estranhas. Passados muitos anos, uma outra equipe de exploradores descobre o local e resolve aventurar-se nas cavernas, uma equipe especializada é contratada e a aventura começa, mas já dentro da caverna algo corre mal e acabam por ficar presos num labirinto subterrâneo que esconde terríveis criaturas.

Estava afim de assistir um filme de terror, ai depois de muito procurar algumas pessoas indicavam ele por ser acima da média (sem contar que eu também nunca tinha ouvido falar)....

O filme conta com uma estória só de enrolação para poder da uma introdução nas cenas de suspense, não conta especificamente nada muito profundo mantendo tudo superficial e por sinal qualquer pessoa acaba entendo ela de início ao fim. 

O cenário foi bem adequado para o filme (uma caverna é lógico, como próprio título diz) dando um clima de terror em determinados momentos porém essa escolha de cenário prejudicou e muito para a captação da câmera, em certos momentos não se da para saber o que esta acontecendo devido câmera não conseguir abrangir o lugar todo e só algumas áreas minúsculas, sem falar que ficou muito escuro praticamente boa parte dele e cenas de baixo da água não se enxerga quase nada. 

As atuações conseguem se manter num ritmo bom e não vi nenhum ponto negativo e nem positivo quanto a isso. 

Como todo filme de terror, você espera que tenha uma criatura medonha ou algo do gênero, mas isso o filme também conseguiu me decepcionar devido a falta de percepção de quem criou o roteiro e também de quem dirigiu o filme, as criaturas ficam escalando as paredes da caverna (ate ai tudo bem) mas para que fazer isso se elas podem voar e atacar suas presas mais facilmente, fica bem claro que intenção era de prolongar mais o filme.

Maquiagem, ai que veio realmente a pior parte, na estória um dos membros da equipe é infectado e começa a transmutar para uma dessas criaturas e é lógico que se usou maquiagem para fazer cor da pele e olhos mudarem (normal ate então) mas na penúlltima cena do filme isso foi completamente esquecido, fica bem claro que nem perceberam que o ator não tinha mais nenhuma maquiagem e já tava como um humano normal, esse foi o pior erro que cometeram no filme todo. 

Já no final dele se deixa uma prévia de que poderia existir uma outra continuação para ele (que ainda não fizeram e espero que nem façam). 

É complicado dizer que o filme é de se jogar fora, porém eu também não recomendaria.

  • Prós: cenas de águas ficaram boas (não quando submersos).
  • Contras: sério problema com movimentação da câmera.
  • Onde assistir: em dvd.
  • Avaliação: boneco avaliação